Sim, eu sei, religião não se discute, mas foi o Paulo que começou!!
E, de qualquer jeito, não vou discutir (alguém aí já chegou no ponto em que se discute sozinho? Conversar, ok, mas discutir? Não sei não...), vou comentar.
(Plagiando a Capricho e o Antonio Prata) Estive pensando...
Pra começo de conversa, se Ele não fez nada, tenho que definir a existência de um Ele.
Não, não aperta o xis. Eu não vou puxar uma Bíblia nem tentar te converter! Aliás, não poderia te converter a nada. Como o assunto aqui não é religião, e sim atos e culpa, não entrarei nele!
Sim, culpa! O que você acha? Olhe em volta! Olhe pra você! Alguém TEM que ter culpa! E eu não irei colocar a culpa em mim! Ih, pode tirar esse sorrisinho da cara! Nem vem! A culpa não é minha!
Tá, calma, podemos aceitar a reconfortante (?) idéia de que existe alguém que tinha uma até boa idéia na cabeça, mas pulsos não muito firmes e um humor brutalmente instável?
Beleza! Vamos lá...
Vou pular a parte de quando ele teve a brilhante idéia de inventar algumas criaturinhas e criaturonas e colocá-los a viver num mesmo grande e belo planeta, aonde havia alimento, água, espaço e felicidade para todos. É, foi assim. E foi durante um banho enquanto Ela não chegava. É engraçado como as idéias gostam de surgir durante banhos, né? É um pequeno problema já que até você sair do banho e anotar para não esquecer, os pequenos e importantíssimos detalhes já se foram. Como, por exemplo, a planta que curaria a Aids, o tipo de minhoca que seria uma super-arma contra todos os tipos de cancer e a geografia correta do Nordeste, para que chovesse em todas as épocas do ano... É, pequenos grandes erros... Primeira culpa d'Ele. Estão anotando? Excelente! Prosseguindo... Até o momento em que a centelha de idéia mais brilhantemente desastrosa O atingiu. Não, dessa vez não foi no banho, foi durante um cigarrinho (que Ele fez questão de experimentar quando se viu encantado pela geometria da planta -e adorou) depois de... Bom, vocês sabem! A censura não me permitiu ser mais clara. Enfim, ele se encantou logo com a idéia de mais bichinhos em seu planeta. Mas bichinhos diferentes. Bichinhos que sentissem as mesmas coisas que Ele sentia, mas que fossem fisicamente como Ele gostaria de ser. Sim, partindo da idéia que Ele e Ela são apenas massas sem forma, mas tomam banho e... outras coisas, Ele deu a forma que queria. Pelo menos ao Adão. E a Eva o que Ele esperava d'Ela, o que causou um ciúme no comecinho do projeto, que passou assim que ele mostrou a Ela o que a gravidade era capaz de fazer. Ah sim, gravidade essa que foi inventada por Ela. É, você não sabia? Pois bem. Ela inventou algumas outras coisas também. Coisas que os filhos de Adão acham terem sido inventadas, ou descobertas, por eles. Doce ilusão masculina, não?
Continuando antes que me estenda demais.
Ele colocou em suas novas criaturas sentimentos grandiosos como admiração, respeito, lealdade e equilibrou com inveja, mesquinharia, traição. O que me faz lembrar do grande amor com todo o seu mistério, seus enigmas, suas tristezas. Esse foi o segundo erro. Anotem. Acrescentar o amor coloca a culpa de muita coisa nEle.
Nesse instante o planeta ficou pequeno demais. Pequeno para que dois seres tão diferentes convivessem em total harmonia. Pequeno para se fugir de quem não se quer ver nem pintado e se acaba esbarrando na portaria. Pequeno, às vezes também, para amar. É, surpresa!, não sou contra o amor, mas que Ele, por nos sujeitar a isso, tem grande culpa, ah isso tem!
Agora que já estamos vivendo neste planetinha, é que as culpas se atropelam!
Ele perdeu o controle há muito tempo, e nós fomos à Lua! Injustiçamos e massacramos povos e etnias! Criamos destruição em massa com algo que Ele julgava tão pequeno que nós nunca daríamos por existir (com um leve apertar de botões, BUM! lá se foi o planeta!-idéia que O faz ter crises terríveis de gastrite e lançar um ou dois terremotos). Inventamos vírus em laboratórios. Destruímos florestas, acabamos com espécies, acabamos com culturas. Matamos uns aos outros e a nós mesmos. Dizemos ser em Seu nome, ou por amor. (Ah, sempre o amor!)
Mas Ele percebeu mesmo que era uma situação calamitosa quando viu o Lula no poder, e chorou. Sim, ele também chorou durante essa loucura de dengue, e doeu mais porque, no fundo, Ele é brasileiro!
Acho que agora seria a hora ideal para eu dizer que me sinto mais leve tirando toda essa culpa que me atormenta a cabeça há alguns anos. Mas não posso dizer isso, já que a culpa é nossa. É, divido ela com vocês. Nossa! Nós matamos, roubamos, traímos mentimos descaradamente porque queremos, porque nos beneficia! E a culpa não é só de quem comete, mas também de quem cala.
Ele sabe de tudo sim, já que tem uma visão privilegiada na frente do seu computador (é, como você se sente jogando The Sims, mas um cadinho mais complexo), Ele tenta nos avisar em todo momento, mas estamos com os ouvidos já tampados, tentando fugir dessas verdades baixas que nos assombram no Jornal Nacional. Nos assombram nas crianças que fazem malabarismos nos sinais. Nos assombram nas crianças que voltam para casa mais cedo, assustadas, do colégio porque está tendo tiroteio outra vez, ou porque a professora não foi outra vez. Ou nas crianças que chegam em casa com fome porque a verba de merenda escolar foi desviada e vão continuar com fome porque todo o salário medíocre que chamam de mínimo não dá nem pra alimentar os cinco irmãos metade do mês. Nos assombram também quando vemos o filho do nosso vizinho, na quadríssima do Leblon, sendo preso por tráfico. E nos assombram mais ainda quando sabemos que ele vendia para os "nossos meninos". Mas infelizmente, a gente só acorda desse transe quando alguém não volta pra casa, quando uma bala perdida acha alguém querido ou quando o motorista (com a carteira tão nova que parece quente, saída do forno -um garoto, um moleque) que bateu no carro da sua filha, que saiu da pista e entrou na fatal contra-mão, admite que estava bêbado. Quando é tarde demais. Tarde demais para? Não, não é tarde demais. A chuva ainda cai do mesmo jeito, o sol continua firme e forte e, por incrível que pareça, a gente continua vivendo, sentindo e amando.
Esse maldito desse amor é mesmo a maior culpa dEle! E o maior dos seus presentes!
É ele que dá gás aos revolucionários e suas revoluções, tinta à pena do poeta e ao pincel do pintor.
E, já que Deus não faz nada, façamos então, nós! Pintar o rosto ou usar flores contra armas seria clichê demais, eu sei, mas criatividade!
Somos mais preparados que o nosso presidente e isso já é um grande começo.
Já que, dizem, Ele escreve certo por linhas tortas!
Vamos escrever também!
domingo, 18 de maio de 2008
terça-feira, 13 de maio de 2008
Poderia ser uma carta...
Aonde tudo começar a desandar? Não conseguimos permanecer tempo suficiente na "era de ouro" e começamos a descer bem mais rápido do que subimos.
Brigas por motivos ridículos (agora eu vejo como eram), discussões e mágoas. Telefonemas durante madrugadas tristes e scraps apagados sem resposta. Aonde tudo começou a dar errado?
Deixamos as palavras saírem como queriam e elas cortaram de um jeito que nem todo o amor que sentíamos conseguiu curar.
Quando você deixou de me adorar e somente a mim? Quando eu deixei de te amar?
Erramos sim, nos precipitamos a fazer algo que não estávamos preparados, nos jogamos de cabeça. Fomos fundo demais, rápido demais, bebemos tudo em poucos goles. Fiz coisas que me arrependo (logo eu, que tento fazer tudo tão certo para não me arrepender) e você também deve ter lá no fundo os seus arrependimentos (você, que sempre guarda tudo tão fundo, que parece tão forte). Poderia jogar toda a culpa em você e dizer que você trocou o certo pelo indefinido, o válido pelo afoito, mas até que ponto é um erro só seu?
O erro foi nosso, mas caramba, o erro só foi resultado de uma tentativa de acerto. Não pensávamos em errar. Não, de verdade. Não mesmo.
O que ganhamos nisso tudo? Um sofrimento interno desconcertante, uma saudade de alguma coisa que parece ser maior que a fome e que o frio, essa presença forte de um vazio que afasta o sono durante várias e longas noites.
Mas agora o orgulho não vai nos deixar voltar atrás. E não seria justo comigo, nem com você, com o nosso amor ou com o que a gente costumava chamar de "nós dois".
As tristezas, decepções e batidas contra a parede não matam. O melhor é enxergar como um grande aprendizado.
Nós vivemos grandes e belos momentos. É bom tirar essas experiências positivas desse doloroso final negativo. Deixemos as mágoas e os sentimentos ruins de lado para podermos de novo sorrir um para o outro. Um dia, quem sabe?
A gente ainda acerta.
Brigas por motivos ridículos (agora eu vejo como eram), discussões e mágoas. Telefonemas durante madrugadas tristes e scraps apagados sem resposta. Aonde tudo começou a dar errado?
Deixamos as palavras saírem como queriam e elas cortaram de um jeito que nem todo o amor que sentíamos conseguiu curar.
Quando você deixou de me adorar e somente a mim? Quando eu deixei de te amar?
Erramos sim, nos precipitamos a fazer algo que não estávamos preparados, nos jogamos de cabeça. Fomos fundo demais, rápido demais, bebemos tudo em poucos goles. Fiz coisas que me arrependo (logo eu, que tento fazer tudo tão certo para não me arrepender) e você também deve ter lá no fundo os seus arrependimentos (você, que sempre guarda tudo tão fundo, que parece tão forte). Poderia jogar toda a culpa em você e dizer que você trocou o certo pelo indefinido, o válido pelo afoito, mas até que ponto é um erro só seu?
O erro foi nosso, mas caramba, o erro só foi resultado de uma tentativa de acerto. Não pensávamos em errar. Não, de verdade. Não mesmo.
O que ganhamos nisso tudo? Um sofrimento interno desconcertante, uma saudade de alguma coisa que parece ser maior que a fome e que o frio, essa presença forte de um vazio que afasta o sono durante várias e longas noites.
Mas agora o orgulho não vai nos deixar voltar atrás. E não seria justo comigo, nem com você, com o nosso amor ou com o que a gente costumava chamar de "nós dois".
As tristezas, decepções e batidas contra a parede não matam. O melhor é enxergar como um grande aprendizado.
Nós vivemos grandes e belos momentos. É bom tirar essas experiências positivas desse doloroso final negativo. Deixemos as mágoas e os sentimentos ruins de lado para podermos de novo sorrir um para o outro. Um dia, quem sabe?
A gente ainda acerta.
Lágrimas e Vinhos
(Aproveitando a onda de sentimentos do Dia das Mães para matar dois coelhos)
Dizem que ser mãe é padecer no paraíso. Eu acredito que seja exatamente isso. Como o gosto do vinho bebido, tremendo, em uma crise de choro. O doce e o amargo juntos. A realidade forte contra a suavidade do sonho.
É amar alguém de uma forma tão incrível que faz seu primeiro amor parecer tão emocionate quanto um comercial de leite em pó. É dizer não pra quem quer que seja, é ir contra tudo que for contra aquela pequena parte de você. É chamar de príncipe aquele marmanjo que tem três tatuagens e sai pra beber com os amigos e chamar de princesinha a mulher que sai dirigindo seu carro de manhã pra faculdade e só volta depois do trabalho e te liga pra saber se você quer encontrá-la na happy hour. Talvez porque eles ainda procurem o seu colo quando levam um fora (da vida ou de um amor) ou estão gripados. Talvez porque, pra você, eles sempre serão o menino de joelho ralado depois do futebol e a menininha pronta para o balé. E mesmo que seja a menina de joelho ralado com o futebol e o menino pronto pro balé, você vai amá-los do mesmo jeito.
Mas o que eu estou falando aqui? Não sou mãe e, embora sonhe com isso, não posso dar minha opinião.
Nesse mundo em que casamento é uma instituição falida e a maternidade um erro, eu ainda quero ser uma desperate housewife.
Espera que eu te conto como é!
É amar alguém de uma forma tão incrível que faz seu primeiro amor parecer tão emocionate quanto um comercial de leite em pó. É dizer não pra quem quer que seja, é ir contra tudo que for contra aquela pequena parte de você. É chamar de príncipe aquele marmanjo que tem três tatuagens e sai pra beber com os amigos e chamar de princesinha a mulher que sai dirigindo seu carro de manhã pra faculdade e só volta depois do trabalho e te liga pra saber se você quer encontrá-la na happy hour. Talvez porque eles ainda procurem o seu colo quando levam um fora (da vida ou de um amor) ou estão gripados. Talvez porque, pra você, eles sempre serão o menino de joelho ralado depois do futebol e a menininha pronta para o balé. E mesmo que seja a menina de joelho ralado com o futebol e o menino pronto pro balé, você vai amá-los do mesmo jeito.
Mas o que eu estou falando aqui? Não sou mãe e, embora sonhe com isso, não posso dar minha opinião.
Nesse mundo em que casamento é uma instituição falida e a maternidade um erro, eu ainda quero ser uma desperate housewife.
Espera que eu te conto como é!
Eu poderia suportar...
Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!
São os amigos que vão te ligar para saber se está tudo Ok, são eles que vão sentar com você num boteco qualquer para tomar um chope, são eles que vão te levar para "se distrair" quando você só quiser ficar deitada na cama com um pacote de biscoitos, são eles que vão comemorar ano após ano os seus mais felizes (ou não) aniversários, são eles que vão odiar ou amar alguém por você, são eles que vão transformar qualquer momento em um momento de boas lembranças, são eles que vão estar com você naquela super viagem ou naquele final de semana falido, são eles que vão secar todas as suas lágrimas.
E você, como amigo, também vai ligar para eles para saber se está tudo Ok, também vai sentar em botecos e secar muitas lágrimas. Morrer de rir de um tombo e morrer de raiva quando alguém magoá-los.
Por isso que os amigos são mais do que os amores.
Os amores são realmente atraentes e deliciosos, mas não são amigos. Depois que a doce embriagez passa eles voltam a ser mais uma pessoa na sua história, mais uma lembrança (negativa e positiva ao mesmo tempo, sempre) e ficam no passado.
Os amigos que vão secar as lágrimas, ouvir o choro e ajudar a levantar estão sempre no presente, são presentes. E são, além de tudo, nossos grandes amores.
São os amigos que vão te ligar para saber se está tudo Ok, são eles que vão sentar com você num boteco qualquer para tomar um chope, são eles que vão te levar para "se distrair" quando você só quiser ficar deitada na cama com um pacote de biscoitos, são eles que vão comemorar ano após ano os seus mais felizes (ou não) aniversários, são eles que vão odiar ou amar alguém por você, são eles que vão transformar qualquer momento em um momento de boas lembranças, são eles que vão estar com você naquela super viagem ou naquele final de semana falido, são eles que vão secar todas as suas lágrimas.
E você, como amigo, também vai ligar para eles para saber se está tudo Ok, também vai sentar em botecos e secar muitas lágrimas. Morrer de rir de um tombo e morrer de raiva quando alguém magoá-los.
Por isso que os amigos são mais do que os amores.
Os amores são realmente atraentes e deliciosos, mas não são amigos. Depois que a doce embriagez passa eles voltam a ser mais uma pessoa na sua história, mais uma lembrança (negativa e positiva ao mesmo tempo, sempre) e ficam no passado.
Os amigos que vão secar as lágrimas, ouvir o choro e ajudar a levantar estão sempre no presente, são presentes. E são, além de tudo, nossos grandes amores.
domingo, 11 de maio de 2008
Você, só você, todo dia, toda hora, exclusivamente você, ex-exclusivamente você
(No antigo quarto dela, adolescente, na casa da mãe)
-O que você quer dizer com isso?
-Você entendeu!
-Não, amor, eu não entendi!
-Não me chama de amor! Eu odeioo quando você me chama de amor no meio de uma briga!
-Ah, nós estamos brigando? E por qual motivo?
-Você não ter ciúme de mim! E SIM! ISSO É UMA BRIGA!
-É lógico que eu sinto ciúme de você! Mas você quer que eu faça o que? Arrume confusão com todos os homens que olharem pra você?
-Queria te ver armar uma cena, sim! Xingando e quebrando coisas, subindo em mesas de bar! Dizendo "aqui ninguém tasca, é propriedade particular!!"... Confesso que se teu rosto se transtornasse a minha alegria seria ainda maior! E acho que nesse momento não me importaria morrer, pois saberia que sentes por mim o mesmo que eu por você!
-Propriedade particular? Meu Deus, olha o que você está dizendo!
-Então agora você não vai mais me ouvir dizer nada!
-Podemos voltar pro jardim e pra festa da sua mãe?
(No jardim, nem duas horas depois, quando um primo do sul começa a fazer elogios exarcebados e comentários desnecessários durante uma conversa animada demais)
-Éé, né rapaz?! Eu também acho a minha namorada linda!
-Calma, ela é minha prima, estamos aqui só conversando, não precisa dar uma de corno revoltado.
(Bom, alguns socos, palavrões e gritos femininos desesperados...)
-Você pode ir embora, acabou!
-Acabou o que?? Você não disse que queria que eu demonstrasse o ciúme? Demonstrei! E, na verdade, me senti bem com isso.. Há dias que esse seu primo vem me irritando com as suas gracinhas.
-Você arrancou dois dentes dele! Como eu posso confiar em alguém assim? E se um dia você resolver arrancar os meus dentes?! É sério, pode ir embora, eu deixo suas coisas na portaria do prédio da sua mãe, não quero mais te ver!
-Você está comentendo um erro! Você é LOUCAA!
-Eu estava louca, louca por você. Agora vai embora, assim vai ser melhor para todos.
-O que você quer dizer com isso?
-Você entendeu!
-Não, amor, eu não entendi!
-Não me chama de amor! Eu odeioo quando você me chama de amor no meio de uma briga!
-Ah, nós estamos brigando? E por qual motivo?
-Você não ter ciúme de mim! E SIM! ISSO É UMA BRIGA!
-É lógico que eu sinto ciúme de você! Mas você quer que eu faça o que? Arrume confusão com todos os homens que olharem pra você?
-Queria te ver armar uma cena, sim! Xingando e quebrando coisas, subindo em mesas de bar! Dizendo "aqui ninguém tasca, é propriedade particular!!"... Confesso que se teu rosto se transtornasse a minha alegria seria ainda maior! E acho que nesse momento não me importaria morrer, pois saberia que sentes por mim o mesmo que eu por você!
-Propriedade particular? Meu Deus, olha o que você está dizendo!
-Então agora você não vai mais me ouvir dizer nada!
-Podemos voltar pro jardim e pra festa da sua mãe?
(No jardim, nem duas horas depois, quando um primo do sul começa a fazer elogios exarcebados e comentários desnecessários durante uma conversa animada demais)
-Éé, né rapaz?! Eu também acho a minha namorada linda!
-Calma, ela é minha prima, estamos aqui só conversando, não precisa dar uma de corno revoltado.
(Bom, alguns socos, palavrões e gritos femininos desesperados...)
-Você pode ir embora, acabou!
-Acabou o que?? Você não disse que queria que eu demonstrasse o ciúme? Demonstrei! E, na verdade, me senti bem com isso.. Há dias que esse seu primo vem me irritando com as suas gracinhas.
-Você arrancou dois dentes dele! Como eu posso confiar em alguém assim? E se um dia você resolver arrancar os meus dentes?! É sério, pode ir embora, eu deixo suas coisas na portaria do prédio da sua mãe, não quero mais te ver!
-Você está comentendo um erro! Você é LOUCAA!
-Eu estava louca, louca por você. Agora vai embora, assim vai ser melhor para todos.
"Saber é o que separa quem viveu de quem nem experimenta!"
Medo. Perturbação psicológica diante de ameaça ou perigo, real ou imaginário.
Esse talvez seja o maior ponto de ligação entre as pessoas.
Todos sentimos medo. Medo de avião, medo do escuro, medo de palhaços, medo de rejeição, medo de perder, de ficar sozinho, de altura. Eles não são bons, nós não gostamos deles, mas eles nos movem. A fazer coisas ruins, a deixar de fazer coisas ótimas e, às vezes, a fazer algo bom que não faríamos sem ele.
O maior problema é quando nos sentimos pequeenos diante dele e fazemos a sua vontade. Deixamos de curtir um momento, curtir uns amigos, curtir a nós mesmos, curtir um amor.
A meta é desafiá-los. Todos eles, um a um. Diminuí-los a simples receios e vencê-los. Eles não vão desaparecer, mas você vai adorar conviver com as suas "vitórias" em cima dele.
Então, saia, viaje, cante em karaokês, dance na chuva, recite poemas no colégio, acredite nas pessoas, confie em você, arrisque, ame, viva!
Só assim você vai se sentir bem quando fechar os olhos.
Esse talvez seja o maior ponto de ligação entre as pessoas.
Todos sentimos medo. Medo de avião, medo do escuro, medo de palhaços, medo de rejeição, medo de perder, de ficar sozinho, de altura. Eles não são bons, nós não gostamos deles, mas eles nos movem. A fazer coisas ruins, a deixar de fazer coisas ótimas e, às vezes, a fazer algo bom que não faríamos sem ele.
O maior problema é quando nos sentimos pequeenos diante dele e fazemos a sua vontade. Deixamos de curtir um momento, curtir uns amigos, curtir a nós mesmos, curtir um amor.
A meta é desafiá-los. Todos eles, um a um. Diminuí-los a simples receios e vencê-los. Eles não vão desaparecer, mas você vai adorar conviver com as suas "vitórias" em cima dele.
Então, saia, viaje, cante em karaokês, dance na chuva, recite poemas no colégio, acredite nas pessoas, confie em você, arrisque, ame, viva!
Só assim você vai se sentir bem quando fechar os olhos.
sábado, 10 de maio de 2008
Se alguém perguntar por mim...
Diz que fui por aí...
Levando um violão debaixo do braço
Em qualquer esquina, eu paro
Em qualquer botequim, eu entro
Se houver motivo é mais um samba que eu faço
Se quiserem saber se volto, diga que sim
Mas só depois que a saudade se afastar de mim!
Ok, eu não toco violão, então se eu andasse com um debaixo do braço seria apenas pra carregar mais um peso.
Tá, eu também nunca escrevi nenhum samba e duvido muito que isso um dia venha a acontecer.
E se eu esperasse a saudade se afastar nunca mais voltaria (olha que pana!), já que a saudade continua ali, (não sei aonde é ali, mas é aonde a saudade e os sonhos que a gente sonhou com 7 ou 8 anos ficam) esperando uma horinha de reaparecer.
Mas em botequins eu tenho entrado.
Gostaria então de substituir. Sai o Ibson pra entrar o Obi... Quer dizer, vamos pegar o violão debaixo do braço e os sambas escritos em esquinas e botequins e colocar muitas idéias fervilhando e fugindo constantemente e alguns textos criticáveis escritos durante madrugadas na frente do computador.
Sim, "rabiscar" algumas várias linhas se deixando levar pelo último pensamento que mudou todo o parágrafo é mais fácil do que condensar tanta vida em alguns versos se preocupando com a musicalidade do negócio.
É, infelizmente não sou uma pessoa da música. Talvez por isso tenha cismado que sou então, uma pessoa das letras.
Quem sabe um dia eu escreva um livro inteiro que consiga passar a mesma emoção que uma música desinteressada do Cazuza consegue.
Eu prometo me esforçar se vocês prometerem ser condolentes.
Levando um violão debaixo do braço
Em qualquer esquina, eu paro
Em qualquer botequim, eu entro
Se houver motivo é mais um samba que eu faço
Se quiserem saber se volto, diga que sim
Mas só depois que a saudade se afastar de mim!
Ok, eu não toco violão, então se eu andasse com um debaixo do braço seria apenas pra carregar mais um peso.
Tá, eu também nunca escrevi nenhum samba e duvido muito que isso um dia venha a acontecer.
E se eu esperasse a saudade se afastar nunca mais voltaria (olha que pana!), já que a saudade continua ali, (não sei aonde é ali, mas é aonde a saudade e os sonhos que a gente sonhou com 7 ou 8 anos ficam) esperando uma horinha de reaparecer.
Mas em botequins eu tenho entrado.
Gostaria então de substituir. Sai o Ibson pra entrar o Obi... Quer dizer, vamos pegar o violão debaixo do braço e os sambas escritos em esquinas e botequins e colocar muitas idéias fervilhando e fugindo constantemente e alguns textos criticáveis escritos durante madrugadas na frente do computador.
Sim, "rabiscar" algumas várias linhas se deixando levar pelo último pensamento que mudou todo o parágrafo é mais fácil do que condensar tanta vida em alguns versos se preocupando com a musicalidade do negócio.
É, infelizmente não sou uma pessoa da música. Talvez por isso tenha cismado que sou então, uma pessoa das letras.
Quem sabe um dia eu escreva um livro inteiro que consiga passar a mesma emoção que uma música desinteressada do Cazuza consegue.
Eu prometo me esforçar se vocês prometerem ser condolentes.
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