segunda-feira, 15 de junho de 2009

Cabelos de um preto inescrupoloso...

Acalme-se cartilha! Cabelos de cor preta, é disso que eu falo... Uma bela dupla interpretação, por sinal...
Talvez se eu encontrasse em alguma farmácia essa cor tão especial de tintura minha vida não estivesse assim tão sem literatura. Foi só pra rimar, na verdade...
Ninguém escreve sobre o que não conhece, mas nem todo texto precisa ser autobiográfico. É uma questão de equilíbrio.
Escrevo melhor sobre o que eu conheço mais, mas isso não me impede de escrever sobre qualquer coisa que eu queira. O que me impede é a cor do meu cabelo, de um marrom não mais natural, com um preto desbotado e nuances de um vermelho adolescente.
E embora centelhas apareçam constantemente, não dou continuidade. Não treino mais. Se eu fosse musicista estaria desafinada.
Por favor!!!! Me tragam um professor de criatividade, meus textos estão fora do tom!
E se você esbarrar com um Wellaton Preto Inescrupuloso, me mande uma mensagem.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Ame como se nunca tivesse sido magoado...

Amar é.... Uma declaração...
É o que? Você já amou? Ham? Hein? Já disse "eu te amo" por falar? Hein? Ham?
Amar é como a literatura ou uma ideologia.
Isso mesmo, me isento, joga a bola pra frente.
Não posso definir amar, mas também não posso viver sem amar.
O que quer que seja que me faça esse bem, que me faça me importar tanto com uma pessoa, que me faça sorrir tantas vezes ao dia ao me lembrar de momentos.
Acho tudo lindo, não consigo desgrudar, espero o próximo fim de semana como criança em véspera de Natal. Ele é o meu presente.
O dia dos namorados não é só pra isso, não é pra dizer amanhã 'eu te amo' como quem diz 'Feliz Páscoa' com um ovo das Lojas Americanas na mão. Você tem que sentir o 'eu te amo', você tem que falar 'eu te amo' porque nada mais que você possa falar vai descrever tão bem o que você sente. É isso, você ama.
Eu amo mais do que o presente de amanhã. Amo mais do que escolher na loja, ir em outra porque está em falta, amo mais do que a carinha dele ao abrir.
Amo todos os dias antes de hoje, antes de amanhã e depois ainda mais.
Amo ver no msn, amo as mensagens bobas, amo as ligações inesperadas, amo o barulhinho do interfone.
Amo a cara de sono quando eu chego da faculdade, amo o abraço depois de tanto tempo e depois de dois segundos.
Amo quando não entende meus presentes, amo quando ama meus emails, amo quando gosta mais de outro tipo de presente, amo quando diz que me ama mais que tudo.
Amo quando me chama de sua, amo quando me coloca no colo, amo quando beija minha testa, amo como me apresenta aos amigos, amo quando me trata quando ninguém vê e como me trata quando estamos em grupo.
Amo quando ele fica me olhando a duas polegadas do meu nariz, amo ficar envergonhada por isso e amo o sorriso que ele me abre por isso. Amo as musiquinhas, amo os 'yeah', mesmo que pra implicar comigo. Amo a animação no telefone e amo jogar na cara o desânimo também.
Amo seus carinhos, amo seus mimos, amo seus estresses repentinos com algo supertrivial. Amo as desculpas logo depois das brigas, amo os beijinhos, amo o carinho com o pé.
Amo os planos, amo as discussões, amo as acusações, amo as risadas. Amo ovos mexidos, amo o franguinho com miojo, amo os doces, amo os corações de chocolates.
Amo tanto Vans quanto All Star. Amo também os Adidas.
Amo, amo, amo, amo.
Amo você, meu velhinho.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Revolucionemos o mundo com a literatura!

"O autor está vivo enquanto é lido".
Essa afirmação me causou uma crise existencial monstruosa. Eu, euzinha aqui, estou quase morta? Estou tendo uma sobrevida?? Eu estou como aquele décimo quinto copo de cerveja. Meio cheio ou meio vazio? Meio viva ou meio morta? Shakespeare está vivo! Quem sabe eu não chamo o nobre cavalheiro para tomar um milk-shake mais tarde? (pegaram?)
Quase desisti de escrever, quase deletei meu blog. Auto-suicídio, como dizem por aí. Virtual. Me rendeu 3 sessões de terapia.
Não larguei de mão porque não me sinto morta sendo lida ocasionalmente por amigos entre o trabalho de Literatura Brasileira 37 ou a prova de "higiene bucal". Me sinto viva porque gosto do que escrevo, porque mesmo que ninguém leia, eu leio. Eu leio, me critico, me corrijo, edito o post.
Me sinto viva porque escrever me faz um bem tremendo. Inclusive lançarei qualquer hora dessas o projeto "Troque as drogas por um blog"... O efeito é bem parecido... Uma certa dependência, uma autocrítica, uma alegria enorme correndo após o post enviado.
É. Eu posso não chamar o nada para tomar um choppinho, Paulie... Mas se você quiser ir comigo a gente debate sobre literatura e essas coisas da vida e da imaginação!

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Prático, normal....

Aonde está escondida a genialiadade?
Reelaboro a minha pergunta. Existe a genialidade?
Aquela centelha na escuridão do cotidiano. Falas escritas e faladas, até cantadas, que nos arrancam um sorriso imediato. Aquela sensação de invejinha criativa "Por que não eu?".
Eu ouvi que não existe uma genialidade, ouvi que não existe um dom literário. Que Drummond e Machado eram pessoas como eu, você ou a moça da banca de jornal que fala 'Praza'.
Eu ouvi que a vida é assim, que as coisas são assim. Que a gente se enche do trabalho, mas trabalha; que a gente não gosta do que fazemos na faculdade, mas estudamos.
Ouvi dizer que é normal ser medíocre. Ouvi dizer que é prático deixar de se importar. Ouvi dizer que é prático e normal nos agarramos à carne do coelhinho, fugir das perigosas pontas de seus finos pêlos.
Mas também ouvi outras coisas. Ouvi que vale a pena, ouvi que ser normal está fora de moda.
Ouvi dizer que um gênio dizia por aí "tenho o maior medo dessa coisa de ser normal".
Ouvi dizer que Machado é um exemplo até hoje. Ouvi dizer que poesia não tem lógica, não é normal.
Ouvi dizer que a genialidade é aquela nata que bóia no medíocre leite.
Ouvi dizer que não se pode deixar que o medo nos tire tudo o que desejamos desejar. Tudo o que sabemos que podemos alcançar. Não podemos descer da ponta dos fios só porque lá venta muito e podemos cair. Temos medo de cair, temos medo de sermos chamados de malucos por quem já está lá confortável na ilusão quentinha do corpo do coelhinho.
Ouvi dizer que rirão de nós. Ouvi dizer que acharão tudo isso desnecessário.
Mas ainda concordo com quem me disse que ainda vale a pena lutar por essa maluquice. Lutar para fugir dessa normalidade comprada.
E você, se for normal, pode até me chamar de maluco ou sonhadora. Mas eu não sou a única.

terça-feira, 10 de março de 2009

time after time

Tantas músicas marcaram uma pessoa... Quantas músicas foram cantadas juntas em desafino quase ensaiado? Quantas vezes você sorriu ao ouvir essas músicas? Quantas pessoas perceberam que você sorri quando canta uma música que adora? Uma...
Essa pessoa deve então ter algo de especial.
O que mais ela repara? Que você está mentindo descaradamente, que você está mentindo disfarçadamente, que você está mentindo até pra você.
Essa pessoa deve então ter algo de especial. Mas ela não percebe a grande mentira da festa surpresa. Não percebe porque você se desdobrou em mentiras e desculpas esfarrapadas. Não percebe porque você mente por uma boa causa, ela merece. Ela, por ser assim, tão especial.
O que mais ela sabe? Que você gosta mais do biscoito de queijo do que o de presunto, que você prefere o refrigerante de laranja ao de uva, que você chorou em tais filmes, que você adora aqueles livros. Ela também sabe de todas as vezes que você chorou até dormir -você ligou pra ela em algumas dessas noites, ela também sabe de todas as vezes que você tomou um porre, sabe que você torce pra tal time, prefere tal esporte e detesta aquele, aquele que ela adora. E nem parecem ligar pra isso. Você também vai lá e torce por ela e fica feliz quando ela vence e fica feliz porque ela está feliz.
É, realmente ela deve ter algo de especial.
Não por saber de todas essas coisas, não por ter uma paciência infindável, não por isso nem por aquilo. Ela é especial porque ela repara e ela se importa. Sofre quando você sofre, fala uma besteria mesmo sabendo que não é um momento propício, fica do seu lado, ouve você chorar e faz de tudo pra que você sorria de novo. E ria muito. E ri com você. E depois ri de você.
E essa pessoa especial te ama. Mesmo com seus terríveis defeitos. E com suas crises existenciais quase semanais. E com suas manhãs rabugentas e seus foras seguidos de desculpas.
E você também a ama. E agradece a quem tiver que agradecer por ter a sorte de ter uma amiga assim.
Uma perninha, que te segura e equilibra. E não te deixa ser um saci! :)

Já passamos, em duas décadas, 15 anos de vai e vem. Agora que amadurecemos a relação, vamos ainda nos divertir em muitas décadas.

Feliz Aniversário, minha amiga. Feliz Aniversário, minha Fernanda.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

De outros carnavais

Sem fantasias reais, mas com muitas fantasias imaginárias, assim foram meus últimos carnavais.
O carnaval pra mim chega sem pressa desde que deixei de ser uma colegial. A emoção de um último gole de férias acabou. Só ficou a proximidade do começo de ano, começo de ciclo, promessa de vida nova, embalados ao som de sambas.
Essa falta de pressa e de emoção me fez no primeiro alugar alguma meia dúzia de filmes e me fechar em casa com a única companhia que me agradava. Planos diversos rodavam na minha cabeça e a faculdade nada mais era que meu último fracasso que ainda coçava.
No segundo ano, junto com a falta de pressa e de emoção veio uma viagem nada bem bolada e a faculdade era algo real, minha próxima realidade. Mais os planos eram outros, diversos dos do ano anterior. Sem mais a companhia e não querendo ver nenhum outro tipo do gênero, uma outra viagem era bolada. Com um casal de bons amigos o futuro era muito promissor no país hermano. Lá pareciam estar todas as respostas, sem pressão, nas estradas por aí. Uma mochila nas costas, bons amigos e amores novos com boas histórias. A promessa estava feita, minha vida ia mudar.
E mudou. Terceiro carnaval. Nem me lembro mais de como costumava pensar no colégio. Nem me lembro mais das gírias que costumava falar, nem dos filmes que aluguei. Não lembro também de quanto ia gastar com nossa aventura despreocupada.
Ainda não me agrada o auê dos blocos, ainda me cansam os desfiles na sapucaí, nada mudou. Mas alguma coisa aconteceu. A viagem correu entre os dedos, o amor dos meus amigos parece ter esfriado antes do clima, mas nada que me faça desacreditar, como faria antes. Os planos ainda estão aí. A mochila só não está no armário porque o amor está no ar. Não os meus vários amores de noites, mas o amor que ganhei de presente num aniversário que não era meu.
E assim mais um carnaval. Mais planos, mais faculdade, mais viagens, mais amor.
Me faça um favor quando sair para comprar camisinha? Abaixe o volume do trio elétrico.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Bonjour ma belle!

Querida, fiquei muito triste ao ler sua última carta.
Gostaria de ainda estar aí ao seu lado para poder te lembrar que o mundo está nas suas mãos e te mostrar que todos esses medos são tolos.
Quem já te parou na rua e criticou sua roupa ou seu cabelo despenteado de manhã? Quantas risadas de pessoas que apontavam pra você já contou? Querida, me dói dizer isso, mas as pessoas não estão preocupadas se a sua blusa não está passada ou se você não lava o cabelo desde terça. As pessoas estão preocupadas com seus problemas e, pra elas, você não é importante. Que ego esse seu, hein? Desde que você não saia pelada, incentivo que saia do jeito que quiser!
E quanto às decepções...
Querida, eu sempre te disse que a vida é feita de decepções, não? Decepções e conquistas! Queria saber quando você deixou de ser minha jovem Werther. Você, que costumava respirar amor, sorrir feito criança na frente da árvore repleta de presentes, acabou se percebendo alguém tão ressentida a ponto de não achar mais graça nos pequenos flertes, nas pequenas conquistas.
Me alegro em saber que você conseguiu aquela entrevista com a Martha! Minha rede de contatos ainda está de pé! Agora sabemos que é questão de tempo até que consiga um texto aqui, outro ali. Está no caminho certo, minha querida, como sempre esteve! (Consegui outra entrevista pra você aqui também, mas não fique ansiosa demais! E isso é assunto pra depois...)
Por falar em tempo, repare que tem outro envelope separado desta carta, das fotos, postais e suas "pequenas lembrancinhas". Vai lá, abra!
Sim, querida, chegou a hora de você vir me visitar! Terminei meus projetos maiores, encaminhei os outros. Você termina a faculdade e já é agora a pupila da Martha, além de minha. (Bom, isso era segredo, eu ia te contar enquanto tomássemos aquele belo café que você sempre ouviu tão bem e quer provar, mas não me contive! Babi me contou que a Martha adorou você, adorou os três textos que você mandou para o e-mail e achou a sua idéia para o livro uma das mais originais que ela já ouviu. Tenho mais algumas novidades, mas você saberá na hora certa!)
Então, continuando, agora que estamos organizados você já pode vir passar a sua temporada aqui comigo! Fique o tempo que quiser, vamos conhecer todo esse velho continente!
Estou morrendo de saudade, afinal parece que aperta quando se aproxima e se concretiza a sua vinda, assim como ficamos com mais vontade de fazer xixi assim que abrimos a porta de casa.
Pense bem sobre sua alma wertheriana! Se não conseguir mais encontrar aquela menina intensa, deixe que eu te conto como ela é!
Se cuida e termina esse semestre com o maior empenho, pois sabe que vale a pena cultivar boas relações com seus professores! Contatos, querida, contatos!
Te amo como sempre amei.
Au revoir ma chérie!