quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

E depois da tempestade......

....vem seempre a bonança!? Ok, mas tudo não tende ao caos? Não se desespere... O negócio é deixar rolar! Dando uma empurradinha ali e aqui pra manter nos eixos, claro, mas se deixando viver.
Porque as promessas que fazemos anualmente e diariamente caem nesse caos da vida, isso é fato, então o melhor é fechar os olhos e sentir o vento que leva as promessas, o medo, as dúvidas..... No fim tudo acaba bem, né? Ao menos pra você tem que acabar. Não pra mim, nem pra ela. Nem mesmo praqueles dois. Tem que estar bom pra você. Essa é a maior promessa, o maior comprometimento que você pode ter. O rumo que você segue, as empurradinhas na roda-viva são só pra chegar nesse fim, a sua felicidade.
Com a felicidade depois da tempestade sempre tem a bonança. Na tempestade tem a bonança. No caos tem a bonança. Nada impede na verdade que você seja simplesmente feliz em qualquer hora.
As coisas não estão lá grandes coisas? Você pode ser feliz tomando um sorvete. Não tem perspectiva de futuro? Assista um desenho ou desenhe algo que você adore! A felicidade está aí, pairando. Você sorri e ela gruda em você, então procure sorrisos e distribua-os depois.
No meio da "vida", existe a sua vida. E nela existe você. Bem ou mal você tem que se importar.
Na pior das hipóteses, a luz está no final do túnel. Você só tem que procurar por ela.
Na melhor das hipóteses você é a luz pra alguem.
Eu tenho os meus vagalumes particulares. E agradeço a todos eles por isso, a minha felicidade.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Perdoe seus inimigos....

...mas não esqueça seus nomes!
Poderia fazer parte da lista de realizações do novo ano. Lista com obs's.
Perdoe, mas não esqueça o nome.
Corra na praia, mas na volta traga pão.
Coisas assim. Promessas que vem e vão. Como as sete ondinhas que pulamos com fé. Não acho que o número sete seja um número mágico, o meu sempre foi o seis. Talvez pule apenas seis ondinhas esse ano. Mas o contato com o mar sempre me fez bem. Acho que é meio universal essa ligação com o mar. Os mineiros que me perdoem -e ainda mais os moradores do Acre. Seriam os acrianos? Acrinianos? Me lembrou marciano e acho que a coisa é por aí-, até porque eu junto o povo mineiro na mesma categoria que os cariocas e os bahianos. É uma puta sacanagem eles não terem praia. Talvez eu pule 10 ondinhas em homenagem aos mineiros e aos marcianos, mas acho que vou me cansar.
Se a cada pulo pedirmos alguma coisa para o próximo ano pulariamos até dia 4. Então, vou ser breve em meus seis pedidos. Até porque... Pobre Iemanjá... É muito pedido e ela não é santa milagreira.... Ou é?
Hoje em dia qualquer um é santo e qualquer santo faz milagre. Logo, fazemos todos tantos milagres diariamente (como voltar pra casa), porém não somos santos. Não sei, nunca fui boa em lógica, o meu terreno é a emoção.
E fim de ano eu vivo num oceano de emoções tão conturbado que Iemanjá se afogaria. E eu me afogo nele, acordando dia primeiro meio estranha. Uma dor na cabeça, um enjoo...
Voltando ao espírito até então natalino....
Desejo.... Amor, felicidades, paaaz, vergonha na cara, sorte e muuuita luxúria!! Pra mim e pra você! E que venha 2010.......

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Como viver....?

Como viver de literatura em um país sem leitores é a minha maior dúvida, mas outra tem me incomodado.
Como viver de jornalismo em um país sem diploma?
Quando o curso técnico paga melhor do que a universidade, quando não se precisa estudar para trabalhar em uma das profissões de maior impacto na sociedade. Quando para se GOVERNAR UM PAÍS você não precisa ter o Ensino Médio completo, ou ter lido Machado de Assis.
Como viver assim? Com que estímulo você vai a aula todos os dias?
Se antes pintaram os rostos nós agora deveríamos pintar o corpo todo! Se sofremos apagão, devemos responder com apagões de audiência, desligando nossas televisões e computadores.
Talevz esse seja o estímulo. Vamos estudar e fazer comédia de cinema com a realidade que vivemos. Vamos estudar e mostrar que faremos diferente. Vamos mudar.
Vamos ler. Vamos escrever. Vamos protestar. Vamos defender nossos direitos. Vamos viver com dignidade.
Vamos fazer um jornalismo sem censura, uma literatura respeitada internacionalmente que honre Machados, Jorges e Ericos.
Vamos aumentar o nível de ensino, cultura e qualidade de vida de todos.
Vamos ser voluntários de uma mudança.
Posso ser uma sonhadora, mas não sou a única. Espero que um dia você se junte a nós.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Hoje pode ser um dia excelente e maravilhoso - só depende de você

Sempre defendo que se leve em conta o que der na telha, que se chute o balde quantas vezes quiser.
Sempre, menos hoje.
Hoje fico com as coisas mais que belas.
As experiências que ficam gravadas em nós.
As pequenas coisas da vida.
A música preferida, ou várias delas.
O leite derramado.
A incrível leveza do ser.

Conversar com pessoas diferentes ainda é a melhor coisa que você pode fazer. Ouvir como elas vivem e o que as deixam feliz. E tentar entender como elas fazem o que fazem. Ninguém é totalmente louco nem totalmente são. Não espere que sejam iguais a você, nem você é hoje igual ao que era ontem. E agradeça por isso.
Deixe de lado os preconceitos e aprender um pouco. Todos tem toda a vida pra te mostrar e te ensinar isso ou aquilo.
Deixe de lado a melancolia burguesa e vá andar na praia. Sorria ao ver, não só a criança, um adulto passar saltitando.
Não fique emburrado. A longo prazo isso só significa mais rugas. E o gostinho amargo fica sempre na sua boca.
Não se chateie tanto com a sua vida. Sempre vão achar a sua grama mais verde e com razão. Ali do outro lado da rua tem gente com problemas gigantes que não estão reclamando.
Não feche os olhos e não abaixe a cabeça. Há muito pra ver.
Não chore pelo leite derramado. Aprenda com ele. Aprenda com todos os livros que você ler, filmes que você vir, histórias que você ouvir. São visões diferentes da mesma realidades, do mesmo mundo, da mesma vida. e aí mude a sua. Aos poucos, um dia de cada vez. Exatamente como quem se livra de um vício, sim, porque todos são cheios de vícios. E de uma forma ou outra todos são nocivos.
Hoje o dia pode ser maravilhoso. Amanhã também. Não espere o ano novo pra fazer a sua listinha de promessas que não serão realizadas. Se começar agora as chances de deixar de fazer são menores. Não espere o Natal para presentear alguém. Não espere o Carnaval para ser feliz. Não espere um extremo para dizer 'eu te amo'. Nem 'eu te disse'. Todos os dias da sua vida podem ser maravilhosos e vários deles podem ser memoráveis. Só depende de você
Me contrariando mais ainda, largando um vício, eu digo pra não deixar pra amanhã nem pro ano que vem pra fazer coisas que podem ser feitas hoje.
Como já dizia a chata da Xuxa, se você ficar de preguiça a vida toda vai enguiçar. E engarrafar. Não existe nada pior, certo? Então se movimente. Movimeto atrai movimento. Gera energia e coisas boas acontecem.
Estou indo fazer meu dia ser maravilhoso, até mais.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Um ósculo pra você... Aproveite-o!

As relações estão ficando mais complicadas em contraste com a facilidade da vida moderna?
Enquanto podemos falar com alguém na Ucrânia atraves de microcâmeras acopladas no computador, não podemos comentar sobre a bolsa da namorada de um amigo sem que isso se torne caso de polícia... Ou debate grupal... Ou intrigas que duram a vida...
De novo tenho que defender a simplicidade das relações no colégio, quando tudo que se falava ficava embaixo dos panos, ou seja, mesmo quem sabia fingia que não. E tudo fluía bem assim. Sim, sou defensora da falsidade em prol da boa convivência. E só assim. Não gosto de você? Então estará desenhado no meu sorriso. Ou subentendido na falta dele... Mas se tenho que conviver com você e te chamar de 'amor', pode apostar que eu farei.
Sou contra grupinhos e sempre fui. O meu time é sempre eu e mais dois. Um trio de amigos é o que basta, o número mágico. Mas esses três variam de acordo com o humor ou a situação, claro. (Com raras exceções de influência divina)
Manter a paz entre mais de três pessoas é uma tarefa complexa e, também por isso, o trio tem rotatividade. Aquele dia tô pra esse amigo, no outro ele me dá dor de cabeça. A vida é assim, Valdemar...
E por falar em vida... Sem querer parecer piegas... Cada um já tem a sua própria pra levar, né? Então deixa que o coleguinha cuida da dele...! Afinal, ele precisar evoluir espiritualmente pra não reencarnar como uma lesma ou, pior, de novo perto de você...
Na era do bj, o que eu gostaria de ver são ósculos. Em quem você gosta ou não.

Ósculo, me manda uma carta! *

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Nada é claro como vodka!

Se não atravessamos o mesmo rio duas vezes, tudo é fim. Não é claramente um fim porque depois podem acontecer zilhões de situações, mas foi fim um dia. Para alguém, sob algum ângulo. De algum jeito. Precisamos de fins. Fins de todos os tipos, todos os dias. Senão tudo seria ao caos tendencioso.
E se vovó já dizia que tudo tem dois lados e o professor na faculdade que tudo tem infinitos lados, não pode ser claramente ruim. Foi bom mês passado, mas agora é motivo de careta de arrependimento. É bom agora ou foi ruim naquela época. Para e pensa, as vezes você pode rir disso as três da manhã. Com ou sem um copo de vodka na mão.... Já que nada pode ser mais claro. Se é que você me entende...

"Nada é claramente fim e nem todo fim é claramente ruim"...!

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

E na era touch....

A tela do banco reagir ao seu toque e gritar caso você seja desatualizado o bastante (quase uma aberração) para digitar a sua senha no teclado comum enquanto o teclado laranja brilha na própria tela já não deixa mais ninguém fascinado. Talvez com exceção a mim mesma, passando vergonha no caixa eletrônico, olhando vermelhadoramente por trás dos óculos para o banco cheio atrás de mim que parou para observar ao reclame da doce máquina assustada. Coitada, ela não esperava por isso.
Não que eu tenha algo contra "as modernidades", claro que não, eu as adoro. Só sou contra exageros (Ok, exageros tecnológicos.... Porque de exageros dramáticos eu sou adepta). Camera digital, ok. Celular, super-ok. Computador, ok gigantesco. Palms e mp4, pra que exatamente? A minha barreira de tecnologia se rompe bem no início.
Em um mundo que você atende o seu celular escorregando o dedo pela tela quase macia (parece magicamente macia pra mim) ou mexe no computador ou pausa a música no seu iPod touch, as pessoas se esqueceram que encostar em outra pessoa pode ser mais interessante.
Eu não posso me divertir com mais coisas tocáveis do que a tela do banco e talvez seja por isso que mesmo o telefone parecendo macio, a pele ainda me parece mais atraente. Pelo menos é quente e isso faz uma diferença tremenda para alguém que sempre está com ao menos um pouquinho de frio.
Eu posso ser estranhamente velhota, as vezes até me surpreendo comigo, mas nesse mundo touch e moderninho eu quero poder abrir e fechar o meu celular para atender ou desligar (sempre achei o máximo) e quero relacionamentos touch! Passar por um amigo querido e encontar nele só pra dizer que está ali. Deixar um beijo ao passar pela minha avó. Receber um beijo quando alguém passar por mim também. Ou um sorriso. Porque sorrisos tocam tanto quanto palavras -quando são verdadeiros.
Mais que isso, o meu espírito ultrapassado e romântico quer um amor touch.... Aquele tipo de amor repleto de sorrisos e beijinhos e mais um oceano de pequenos afagos. Tenho um amor touch, é verdade, e talvez eu seja mesmo bem moderninha, mas quero o amor touch quando os iPods forem artigo de brechó.
Quero que esse amor touch me faça carinho quando acordar de manhã, quero que a ainda achemos graça, quero que ainda faça todo o sentido do mundo dar as mãos quando as mãos não forem assim tão ageis e lisas, mas ainda mais carinhosas.
Quero a alegria triste de assistir Faustão e rir das videocacetadas mais do que qualquer criatura digna riria. E que o touch esteja lá enquanto colocamos um neto pra dormir ou jogamos buraco em alguma tarde cinza.
E também quero que ainda existam brechós, claro. Assim posso comprar um iPod touch pra minha netinha e falar do quanto as pessoas eram moderninhas demais na minha época de brotinho.

Ainda bem que pra cada metade de uma laranja existe a outra metade que encaixa, senão eu estaria perdida no meu mar de lamentações mofadas do baú da vovó....

Ou talvez eu já esteja perdida em tantos clichês e breguices. Ainda bem que eu já fui achada.