terça-feira, 13 de abril de 2010

Experimenta! Experimenta!

Melhor que Coca-Cola, melhor que Guaraná, Jesus é um sabor que você tem que experimentar! É, eu nunca experimentei... É caro!! E só vi vendendo na feira dos paraíbas. Enfim.
Em contrapartida, fui ao meu primeiro (e, quem sabe, assim, talvez, último) show de MEEEEEEEETAAAAAAAAAL!!! |..|
É, foi difícil. As meninas (oi?) me olhavam de cara-feia. Mesmo não podendo me olhar diferente, né? Ha-ha. Ok, me olhavam meio de lado, com um nojinho (oi?)...
Mas tudo bem, eu dancei Beatles -cantando, por sinal- enquanto pessoas gritavam junto com a ruiva gata do palco e todos sacudiam os cabelões.
Algo que se leva para a vida toda. Assim como andar de montanha-russa na Disney e cair no laguinho nojento do parque.
Outra coisa que se leva para a vida é comer de graça. SIM! Conseguir ganhar a promoção de tempo de entrega e não pagar nada pelo seu pedido. Infelizmente nunca tive tal deleite. O entregador malandro sempre chega dois minutos antes. Droga! Vou armar uma armadilha para ele. Uhm, um plano infalíiivel!
Viver e experimentar. Isso que temos que fazer sempre. Como na propaganda, como se não pudéssemos experimentar depois, como se hoje fosse o último dia.
Tomorrow can wait.

Que amava, que amava, que amava. Não pode não amar ninguém!

Marina se reconstruiu dentro do molde que achava ser compatível com o gosto do Francisco.
Como todo molde forçado: machucou, arranhou, amassou algumas partes e perdeu outras. Mas Marina estava orgulhosa de si mesma e sorria de canto a canto para Francisco e quem mais estivesse ali para ver.
E Francisco continuava preferindo Débora que só se moldou a ela mesma. Algo muito longe da imagem de Francisco e do que Marina pensava ser o gosto de Francisco.
No meio de tudo isso está Glória que gosta da Marina com ou sem molde. Só Marina.
Ok, ali ao lado está Paulo que não ama ninguém.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Sobre corujas e montanhas

Ecobag. A última moda. Um jeito bacana de limpar a consciência.
Mas e as montanhas? Os vales verdejantes, as planícies de relva, como ficam?
As de cá já destruímos. As de cá ocupamos sem dó e com pressa. As montanhas de cá viraram morros. Viraram favelas. Viraram agora comunidades.
Ô, beleza, eu moro na Zona Sul. Mas eu olho pela janela e não me delicio. Olho pela janela e não sinto vontade de respirar bem fundo e guardar a imagem, mais do que na mente, no coração. Olho pela janela e posso, sem querer, encontrar uma bala perdida.
Deito na minha cama e invejo quem tem janelas que mostram coisas verdes até a vista não poder mais....
Aah, as montanhas de lá. As montanhas de lá abrem meus sorrisos. Vários deles. As montanhas de lá me fazem ter vontade de não ir embora, de estar de férias, de não ter que trabalhar na segunda. As montanhas de lá me fazem sonhar com a aposentadoria e uma xícara de chocolate quente.
Que coisa linda é você viajar olhando montanhas verdiiinhas. Umas vacas pastando aqui, umas árvores tortinhas ali.
É emocionante. Belo e triste.
Aonde essas montanhas vão parar?
Nós temos que viver, sim. Temos que construir casas, sim. Mas sem que a natura perceba. Nós nos adaptamos, não ela. Ela é bonita, não nós. Desculpem as feias, mas beleza é fundamental. Para montanhas, sim, Vinicius.
Eu amo montanhas. Ponto.
E, claro, corujas. Eu amava uma coruja. Ia visitá-la na beira da praia todas as noites, com meu avô. Eu simplesmente sentava lá e ficava observando ela ser coruja na sua arvorezinha. Morando na Barra sem pagar IPTU.
Adivinha o que aconteceu?! Uma noite ela simplesmente não estava lá. Eu e meu avô procuramos e esperamos e nada dela. O moço do quiosque contou, assim como quem conta o resultado do jogo de quarta (ou talvez com menos intensidade), que alguns garotos passaram por lá, viram a coruja e a mataram. Um pobre bichinho que nunca fez mal a ninguem. Pelo conrário, me fazia um bem danado!! E podia fazê-lo também por quem mais quisesse.
Voltei pra casa chorando nesse dia. Pela minha coruja linda, por mim e pelo fim da humanidade e das montanhas.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Vivemos na cultura da falta de cultura aonde os fortes não tem vez....


O bandido tem o carrão. O corrupto a casa em Miami. O esperto ganha uma camiseta.
É isso aí. Agora até se aprende na escola. E ninguém mais quer fazer cinema com as leis, querem sim mudar as leis. Enrolá-las, torce-las, vira-las do avesso até ficar como melhor convém. Eu faço a minha lei.
O bloco do eu sozinho agora não é mais sentimental, não é profundo nem poético. Não é nem ao menos bonito. É egoísta, narcisista e esperto.
Cultivamos valores sem valor e amores superciais. Cultivamos os olhos fechados e os relacionamentos de interesse.
O seu preço está cada vez mais alto. Mas vale cada vez menos.
Nos escandalizamos com a sujeira pública. Mas ela é nossa e cada um faz a sua.


Podemos reclamar?
O povo:
- Saqueia cargas de veículos acidentados nas estradas...
- Estaciona nas calçadas, muitas vezes debaixo de placas proibitivas...
- Suborna ou tenta subornar quando é pego cometendo infração...
- Troca voto por qualquer coisa: areia, cimento, tijolo, dentadura...
- Fala no celular enquanto dirige...
- Trafega pela direita nos acostamentos num congestionamento...
- Para em filas duplas, triplas em frente as escolas...
- Viola a lei do silêncio...
- Dirige após consumir bebida alcoólica...
- Fura filas nos bancos, utilizando-se das mais esfarrapadas desculpas...
- Espalha mesas e churrasqueira nas calçadas...
- Pega atestados médicos sem estar doente, só para faltar ao trabalho...
- Faz gato de luz, de água e de tv a cabo...
- Registra imóveis no cartório num valor abaixo do comprado, muitas vezes irrisórios, só para pagar menos impostos...
- Compra recibo para abater na declaração do imposto de renda, pra pagar menos imposto...
- Muda a cor da pele para ingressar na universidade através do sistema de cotas...
- Quando viaja a serviço pela empresa, se o almoço custou 10 pede nota de 20...
- Comercializa objetos doados nessas campanhas de catástrofes...
- Estaciona em vagas exclusivas para deficientes...
- Adultera o velocímetro do carro para vendê-lo como se fosse pouco rodado...
- Compra produtos piratas com a plena consciência de que são piratas...
- Substitui o catalisador do carro por um que só tem a casca...
- Diminui a idade do filho para que este passe por baixo da roleta do ônibus, sem pagar passagem...
- Emplaca o carro fora do seu domicílio para pagar menos IPVA...
- Freqüenta os caça-níqueis e faz uma fezinha no jogo de bicho...
- Leva das empresas onde trabalha, pequenos objetos como clipes, envelopes, canetas, lápis.... como se isso não fosse roubo...
- Comercializa os vales transportes e vale refeição que recebe das empresas onde trabalha...
- Falsifica tudo, tudo mesmo.. só não falsifica aquilo que ainda não foi inventado...
- Quando volta do exterior, nunca fala a verdade quando o policial pergunta o que traz na bagagem...
- Quando encontra algum objeto perdido, na maioria das vezes não devolve...
O povo escolhe os líderes. E os mesmos saem do povo. Poderia ser diferente?

Acho que vou virar hippie..... -Mas uma que se depila, por favor.

domingo, 14 de março de 2010

águas de março

Um mês fora da realidade.
[Já que realidade tem aquela cor cinzenta]
Nunca felicida e férias se completaram tanto na minha vida.
Entendi. Senti. Amei.
E agora e choro as águas de março.
Choro pelo vazio que ficou no su lugar.
[Aqui, do meu lado]
Choro pela falta do abraço.
Choro pelo silêncio aonde não está a sua voz e o seu riso.
Sim, sou uma estúpida romântica incorrigível. E uma perfeita exagerada.
Mas não sei mais dormir sozinha.
Nem dá vontade de comer se não tem você pra fazer um pedido especial.
Conversar? Com quem? Alguem que compense a conversa com você está difícil.
[As conversas estão aborrecidas]
Estou perdida.
Estou perdida agora que você me achou.
[E não sinto o menor receio quanto a isso]

quinta-feira, 11 de março de 2010

Paula Coelho

Olá, meu nome é Paula Coelho e eu escrevo auto-ajuda. Sim, auto-ajuda. E não essa balela de desenvolvimento pessoal. Eu não me desenvolvo em nada escrevendo, mas é de grande ajuda terapêutica. Se eu escrevesse em máquinas e acumulasse todo esse papel poderia me dar ao luxo de dizer que talvez as traças se desenvolvessem enquanto deliciavam tal profundo banquete. Mas não. Nem isso. Escrevo para o nada. Escrevo pra mim mesma.
O escritor é uma criatura tão falida que escreve por necessidade de manter uns fios de razão. Um escritor pode escrever a vida toda só pra ele e suas traças, mas não pode ter o conforto de não escrever. Quem não escreve é feliz.
Vou fazer a minha releitura clássica que nem sei se já não foi feita por nenhuma outra mente brilhante: "Escrevo, logo existo!". E é exatamente por aí.
Por falta de terapia, transcrevo meus devaneios melancólicos e dramáticos (tentando dar a eles um tom mais leve e descontraído) só pra me envergonhar logo em seguida e me perguntar aonde foi parar o meu eu literário genial. Eis o meu dilema. Preciso escrever para existir e não enlouquecer, mas não escrevo nada que possa ser lido sem ruborizar minhas bochechas...
Eis que em um inspiradíssimo insight (mistura de água gelada no calor infernal e alguns cabelos escorrendo pelo ralo) percebi que meu eu literário genial se perdeu como meus shorts e alguns muitos fios de cabelo. Em cada Outback e Burguer King (merchan direto na minha conta, por favor), em cada pizza de madrugada meu eu literário genial foi esmagado por gordura trans! Cada vez que me sinto plena meu euzinho literário genial dá sinal de vida e me manda alguns post-it's(?) com anotações de beleza imensurável! É lindo, mas a minha confusão interna vestida agora de monstro trans ainda o está sufocando....
Como perfeito espírito melodramático que sou, tenho certeza que quando não mais for a maldita trans vai ser um outro monstro qualquer. Porque todo gênio é um pouco louco *pretensão ligada* e a obra de arte só fica admirável quando trabalhada por horas a fio, depois de uma ou duas doses e uma ou duas lágrimas.
Nada na vida é fácil.
Maktub.
"A palavra tem um poder maior que muitos rituais."
“O combate nada tem a ver com a briga”.
Namaste.

Ok, chega de Coelhice. Talvez eu vá correr na praia agora. Talvez eu vá comer minha imitação da Pringles agora....

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

E depois da tempestade......

....vem seempre a bonança!? Ok, mas tudo não tende ao caos? Não se desespere... O negócio é deixar rolar! Dando uma empurradinha ali e aqui pra manter nos eixos, claro, mas se deixando viver.
Porque as promessas que fazemos anualmente e diariamente caem nesse caos da vida, isso é fato, então o melhor é fechar os olhos e sentir o vento que leva as promessas, o medo, as dúvidas..... No fim tudo acaba bem, né? Ao menos pra você tem que acabar. Não pra mim, nem pra ela. Nem mesmo praqueles dois. Tem que estar bom pra você. Essa é a maior promessa, o maior comprometimento que você pode ter. O rumo que você segue, as empurradinhas na roda-viva são só pra chegar nesse fim, a sua felicidade.
Com a felicidade depois da tempestade sempre tem a bonança. Na tempestade tem a bonança. No caos tem a bonança. Nada impede na verdade que você seja simplesmente feliz em qualquer hora.
As coisas não estão lá grandes coisas? Você pode ser feliz tomando um sorvete. Não tem perspectiva de futuro? Assista um desenho ou desenhe algo que você adore! A felicidade está aí, pairando. Você sorri e ela gruda em você, então procure sorrisos e distribua-os depois.
No meio da "vida", existe a sua vida. E nela existe você. Bem ou mal você tem que se importar.
Na pior das hipóteses, a luz está no final do túnel. Você só tem que procurar por ela.
Na melhor das hipóteses você é a luz pra alguem.
Eu tenho os meus vagalumes particulares. E agradeço a todos eles por isso, a minha felicidade.