terça-feira, 16 de novembro de 2010

O amor em tempos de cólera

Depois que inventaram a desculpa ninguém mais morreu!?
Morreu sim, vó! E agora morrem mais e mais pessoas. Mesmo que seja apenas por dentro ou para alguem.
O que está acontecendo? Ninguém reparou que o mundo está ao contrário? (E a frase da Cássia também).
Hoje em dia uma janela aberta no ônibus em dia de frio é motivo para tiro. Você também acha pouco? Pois tem coisa maior até por motivo menor.
Não sei o que acontece, está todo mundo muito de orelha em pé, muito na última gota. As pessoas ofendem por qualquer coisa e se ofendem por pouca coisa.
Aonde foi parar a máxima "falem o que quiserem, eu não ligo"? Por favooor, a adotem!
A única pessoa que pode te julgar, e isso importar, é você mesmo!
Pai, mãe, vó, tio, importam sim! Mas se, no final, eles ainda continuarem julgando alguma coisa em você, tá na hora de mandar o "aham, Claudia!".
Ninguém pode se meter, pode te dizer o que fazer ou não, com quem andar, que música ouvir. Ainda mais se você já paga suas contas e usa camisinha.
Ponto.
Pessoas, amem a si mesmas! Se valorizem e corram atrás do que achem certo! O que o resto do mundo vai achar disso não é problema seu!
Ame, mas SE ame! E aí, as outras pessoas só terão mais um trabalho depois de julgar... O de engolir!

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Universo

Rio de Janeiro, 04 de novembro de 2010

Veja bem meu bem,
Não quero parecer egoísta ou egocêntrica (demais), mas, querida, não deixe de ir por falta de adeus. Já sofri perdas mais dolorosas, você sabe disso. E estou aqui, ainda, pimpona.
Já doeu antes, quando você caiu fora a primeira vez. Agora não existem mais laços, pode ir. Sem se preocupar, sério. Leve com você minhas inseguranças adolescentes e um pouco da minha fé nas pessoas também.
Preciso que você vá, pois com você aqui o caminho é mais difícil. Agora quem diz tchau sou eu.
Choro pelo tempo e o sentimento jogados fora ao tentar novamente, mas assim ninguém pode dizer que não tive paciência ou não lutei por nós.
Acreditei em você, te dei mais chances, relevei ataques de perereca louca. Cansei.
Pode ir, vá. Siga seu caminho, aprenda a andar sozinha. Ame, caia, chore, ria, seja feliz, ou não, mas não grite em socorro. Algo me diz que estarei dançando Strokes nessa hora e não ouvirei.
Cansei do melodrama, cansei da necessidade estranha.
Leve com você as memórias boas e tudo que aprendemos.
Deixe por aqui apenas o amor no ar e minha felicidade estampada em sorriso.
Foi bom enquanto durou.
Até um esbarrão casual na rua,
da, antigamente, sua
.......

domingo, 17 de outubro de 2010

Curly

Eu passei meus últimos sete ou oito anos tentando me definir. No caminho houveram enormes mudanças e mudanças só perceptíveis a quem tem acesso irrestrito a toda essa maravilha e loucura. Grande karma de alguns sortudos.
Cansei de tentar me definir. Doida sempre foi um clichê feio (e, não se enganem, só curto os clichês bacanas) e roubar de uma música é jogo sujo!
Mas será que roubar de uma fala de seriado vale? Bom, uma vez que o autor roubou de um filme, não vejo problema. Afinal, ladrão que rouba ladrão.... =)
Eu sou curly e acabei de descobrir isso com a Carrie. Em meio a lágrimas, mas com satisfação.
Estou tendo um dia completamente tpm, de cabo a rabo. Exceto pelo fato de que ainda faltam uns cinco comprimidos na cartela...
Então, entre risos e princípios de choro, a vejo levar o maior soco na boca do estômago que poderia haver... O maldito Big é um grande babaca de novo!
Mas o que acontece? Ela sai pra beber com as melhores amigas e acaba se vendo como a personagem de um filme. E como a personagem, vai até a porta do casamento do desgraçado.
Mas nãão, quem paga de trouxa é a nova esposa e o cara fica com cara de besta olhando ela ir embora toda rebolativa com seus cabelos voando que nem comercial de shampoo.
Enfim, enfim, enfim, ao se comparar com a personagem do filme que está sendo descrita, ela segura o cabelo e grita "cuuurlyyy"...
O resto da definição? Alguem um pouco neurótico demais, um pouco complicado demais, um pouco instável demais, um pouco impresível demais. Alguém capaz de escrever um pouco e demais várias vezes na mesma frase.
E o que ela diz pro infeliz antes de virar e sair toda linda? "Você nunca entendeu..." com direito a tapinhas quase humilhantes no cantinho do rosto.
Ele nunca entendeu. E nunca vi ninguém entender também.
Mas aprecio muito todas as tentativas!
E quer saber?
Ninguém precisa entender e ninguém precisa ser entendido! Um gesto simples acaba com qualquer princípio de abismo e compreender é a palavra chave.
Um brinde aos namorados que sabem conjugar esse verbo e preparar um miojo delicioso! #tintin

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Videocassete

Não sinto falta do videocassete, embora sempre tenha adorado rebobinar. Adorava, sério. Era um passatempo infantil.
Adorei o lançamento do DVD quando cansei de rebobinar pra assistir de novo. A modernidade é um pouco difícil para alguém antigo como eu, mas depois que me apego é pra sempre.
O DVD foi um marco na minha vida pela forma como melhorou a quantidade de opções em videolocadoras - acho linda essa palavra: "videolocadora".
Sempre fui uma maníaca por locação de filmes. Passava horas e horas passeando pra lá e pra cá e odiava quando a ÚNICA fita cassete estava alugada. Por isso meu fascínio pelo fininho e barato DVD.
As opções sempre me deixam angustiada e feliz. Aquela felicidade sadomasoquista que aperta o intestino quando temos que escolher qual dos dois sapatos levar ou o corte de cabelo.
Quase não curto baixar filmes. A falta que andar pela videolocadora me faz é impagável. Sempre que vejo uma, sinto vontade de entrar. Não entro porque sei que vou levar mais de um filme e cada um é um verdadeiro roubo! Então baixo mesmo. Para ter grana pra gastar em sapatos e ainda por cima não precisar sair na chuva pra não pagar multa por atraso na devolução dos sete filmes que aluguei pro fim de semana e, claro, não vi nem três.
E sempre falo demais.
Ponto final.

manhã de carnaval

Hoje queria ouvir um sambinha. Meu espírito pedia isso.
E recebi Manhã de Carnaval.

Então.

Minha vida tá meio assim tipo uma manhã. Assim, confusa, como quem acabou de acordar. Mas com o frescor do ar geladinho de um novo dia. Com o sol nascendo e a disposição quentinha da cama se transformando em sorriso.
Estou feliz e estou transbordando isso fisicamente.
Me sinto bem e tranquila, mesmo quando a dor de estômago me lembra que o mundo adulto tá me sacudindo.

Reparo agora nas pequenas belezas. Em todas elas. E teimo em acreditar que estou me tornando uma pessoa melhor. Ou ao menos não-tão-ruim.

Meu verbo ainda continua sendo o querer, mas o crescer, o amar, o viver e o sorrir estão ganhando espaço.

E um beijo para a beleza única e inexplicável das manhãs. Adoro manhãs e manhas, claro. Sou apaixonada por manhãs, mas ainda gostaria de poder gravá-las e assistir mais tarde ;) Não estou tão adulta e disciplinada assim.

The New Adventures of Old Bia

O mundo está aqui no meu copo. Eu queria bebê-lo como Coca-cola, gritava por isso. E aqui está.
Não consigo beber. Tô com medo da ressaca.
Bebi alguns golinhos daqueles de sentir só o gostinho no canto da língua. Um pequeno de cada vez. E o copo ainda não está nem longe de quase transbordar.
Frase confusa. Pensamento confuso. Momento confuso.
Uso cadarços coloridos no meu all star, mas tenho que me portar como gente grande. Responsabilidades, carreira, sucesso, fracasso.
E o copo treme um pouco na minha mão. Não posso apoiá-lo em lugar nenhum, ele é meu. único e intransferível. Como a senha.
A dor no estômago continua e eu vivo a base de chocolates. Incrivelmente perdi uns quilinhos mesmo assim. Pra você ver o drama dessa minha coca-não-sei-se-cola-ou-não no meu copo. Queria que ao menos o copo fosse da Disney, isso me deixaria mais confortável.
Calma, menina! Calma, senhora! Tira esse all star com cadarço parada-gay e coloca logo as sapatilhas e o crachá... Porque o dia está só começando e esse copo ainda está bem cheio e suado.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Poesia

Não se animem, não é minha. Só mesmo pra registrar que aprecio [e até invejo um pouquinho por não poder fazer as minhas - inveja boa]

Some stories don't have
a clear beginning, middle,
and end. Life is about not
knowing, having to chance,
taking the moment and making
the best of it, without knowing
what's going to happen next.
Delicious ambiguity.

- Gilda Radner