Cismei com isso. Agora tudo é insight. "O que nos une é o mel!", a tatuagem perfeita e nunca antes imaginada, encontrar a fórmula "certa" pra sair da fossa, o empurrãozinho de um texto (que não sai mais disso). Insight, insight, insight, insight.
Então chega. Insight não dá em árvore, e eu não sou merecedora de ganhá-los a torto e a direito. (Mas não abro mão da genialidade da descoberta sobre o mel!)
Então, esse não foi outro insight. Acho que algumas fichas caíram. Hoje, domingo, chovendo, quase carnaval, sozinha. É claro que isso tinha que acontecer comigo, a Rainha dos Clichês. E é claro que sozinha refere-se ao fato de mesmo tenho duas pessoas dormindo atrás de mim e mais duas no outro quarto, a única pessoa que AINDA tem paciência comigo (não sei daonde sai e ela não me chama de chata nem uma vezinha) saiu inesperadamente do msn e eu pensei que eu tivesse "culpa" nisso. Foi aí que a ficha caiu. Depois de dois meses eu percebi que falar "eu não sei viver sem ele" é um absurdo. Eu vivo sem ele. Não é fácil, mas elas facilitam! Elas que me ligam pra saber como eu estou. Elas que vão no cinema comigo e nem se importam se eu chorar tubos o filme todo. Elas que me aturam falar o mesmo nome tantas vezes em espaços tão pequenos de tempo. Elas que têm uma paciência surpreendentemente ENORME. Elas que me ouvem chorar e reclamar até mesmo pelo telefone.
Resumindo, eu tremia. Perguntei pros amigos em comum se ela estava falando com eles ou se tinha saído mesmo. Se estava em off ou se tinha ficado puta comigo. Mandei mensagens pelo msn, orkut e celular. Só me acalmei quando ouvi a musiquinha dela no meu celular. Ufa, não está chateada comigo. Ufa, só faltou luz na casa dela. Ufa, ela já volta.
Mas voltando às fichas e sua queda. Foi pior (ou melhor) do que um banho de água fria na ressaca. Foi tudo ao mesmo tempo. Eu percebi que mais importante do que escrever aquele e-mail com tudo que eu ensaiei pro meu ex (como odeio esse termo), era escrever um e-mail gigantesco pra ela com tudo que tava rodando na minha cabeça.
Eu me senti (e acho que minha psicóloga vai amar isso) uma pessoa ingrata. Sim, ingrata. Palavra de vó, né? Ingrata. Eu até gosto. Pega melhor do que "filha-da-puta-escrota". Ingrata e sortuda. Porque por mais que eu seja, juro, inconscientemente escrota com as pessoas que eu mais amo e que mais me amam ao mesmo tempo que adorável com as pessoas que mais me magoam, elas continuam ali, me amando. Assim, de graça. Depois de todos os foras e grosserias, elas estão ali de braços abertos pra me ouvir reclamar incansavelmente. Estão ali segurando a barra quando eu já não aguento mais segurar.
É por isso que depois de meses sem escrever nada que realmente me agrade eu acabei escrevendo um texto apelativo em um lugar que deveria receber meus grandes escritos. OK, é por uma causa nobre.
Então, pra ninguém dizer que eu não fui piegas o suficiente ou reclamarem que faltaram clichês...
Obrigada a todos os meus amigos queridos. São mega importantes pra mim e me fazem uma pessoa mais feliz e menos neurótica. =)
Amo TODOS vocês.
domingo, 20 de janeiro de 2008
segunda-feira, 31 de dezembro de 2007
Adeus ano velho, FELiiiiiiiiZ ano novo
O que eu posso dizer de um ano que começa roubando um minuto do ano anterior?
Sim, pq no meu relógio ainda eram 11:59 do dia 31/12/2007 quando os fogos de Copacabana começaram a estourar láá do outro lado da poça e o povo ficou inquieto em Icaraí durante os segundos que correram até a nossa estouração começar.
Estouração essa que realmente durou uns 20 minutos (perdendo talvez para o Flamengo, não sei no escuro lá longe onde era Flamengo e onde era Copacabana exatamente) e teve direito a fogos em formato de coraçõões, mulher louca espaçosa quase subindo em mim pra tirar fotos, fogos que faziam boom e saíam pelos ouvidos e vários aplausos (que eu ainda não entendi o motivo) que recomeçaram umas incontáveis três vezes ou toda hora que a multidão exaltada achava que já tinha acabado e podiam finalmente (largar rapidinhoo a boa e velha cervejinha e) beber o espumante (uma vez que o pessoal adepto da champagne se encontrava em seus devidos apartamentões de frente pra praia, vendo tudo lá de cima e rindo de nós, pobres mortais).
Preferia omitir a locomoção em massa de massas corporais em sua maioria não-sóbrias até o show da bateria da Viradouro que cantava o último samba da Mangueira quando finalmente conseguimos avistar aquelas moças sambando graciosamente no palco. Depois de ouvir a empolgante "vou invadir o nordesteee sou cabra da pesteee sooou maaangueeeiraaa" e ser quase assediada por um rapaz animadinho demais, nada mais podia fazer além de gritar "MENGOO" depois de "e o nome deele são vocês que vão dizer ôôô" e lutar bravamente pra conseguir fugir daquele ser vivo suado que se encontrava gritando (claro, em sua maioria "mengo"), sambando, bebendo e se agarrando e conseguir pular minhas ondinhas e ouvir um sábio conselho de escrever certos nomes na areia pra água levar (também ainda não entendi o pq disso, talvez Iemanjá leia o nome e tome uma providência).
Assim começa mais um ano e ganhamos a chance de escrever nele o que bem entendermos (lembre-seee: "meu chapa, caneta não se apaga" ^^)
Sim, pq no meu relógio ainda eram 11:59 do dia 31/12/2007 quando os fogos de Copacabana começaram a estourar láá do outro lado da poça e o povo ficou inquieto em Icaraí durante os segundos que correram até a nossa estouração começar.
Estouração essa que realmente durou uns 20 minutos (perdendo talvez para o Flamengo, não sei no escuro lá longe onde era Flamengo e onde era Copacabana exatamente) e teve direito a fogos em formato de coraçõões, mulher louca espaçosa quase subindo em mim pra tirar fotos, fogos que faziam boom e saíam pelos ouvidos e vários aplausos (que eu ainda não entendi o motivo) que recomeçaram umas incontáveis três vezes ou toda hora que a multidão exaltada achava que já tinha acabado e podiam finalmente (largar rapidinhoo a boa e velha cervejinha e) beber o espumante (uma vez que o pessoal adepto da champagne se encontrava em seus devidos apartamentões de frente pra praia, vendo tudo lá de cima e rindo de nós, pobres mortais).
Preferia omitir a locomoção em massa de massas corporais em sua maioria não-sóbrias até o show da bateria da Viradouro que cantava o último samba da Mangueira quando finalmente conseguimos avistar aquelas moças sambando graciosamente no palco. Depois de ouvir a empolgante "vou invadir o nordesteee sou cabra da pesteee sooou maaangueeeiraaa" e ser quase assediada por um rapaz animadinho demais, nada mais podia fazer além de gritar "MENGOO" depois de "e o nome deele são vocês que vão dizer ôôô" e lutar bravamente pra conseguir fugir daquele ser vivo suado que se encontrava gritando (claro, em sua maioria "mengo"), sambando, bebendo e se agarrando e conseguir pular minhas ondinhas e ouvir um sábio conselho de escrever certos nomes na areia pra água levar (também ainda não entendi o pq disso, talvez Iemanjá leia o nome e tome uma providência).
Assim começa mais um ano e ganhamos a chance de escrever nele o que bem entendermos (lembre-seee: "meu chapa, caneta não se apaga" ^^)
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