terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Dos versos seus, tão meus...

É legal saber que quando não há nada a dizer é porque tudo que se precisa dizer já foi dito e ainda assim você ainda pode dizer um "eu te amo" e ligar as duas da manhã sem pensar duas vezes.
...E saber que cada defeito seu é perfeito a alguém...
Toda conexão nesse singelo panorama que é uma teia de relações humanas exige algo de você.... ainda assim alguns relacionamentos são mediocres, alguns um tanto inócuos, alguns são realmente irrelevantes e, claro, há aqueles que te fazem chorar quando você ouve tal música. Você não chora porquê vocês nunca mais se falaram, mesmo que vocês nunca mais tenham se falado, nem porque brigaram, nem por saudade... você simplesmente chora, porque, você olha e fala "caralho!", no meio de todas aqueles "bom dias" corriqueiros existe essa pessoa que realmente faz você se interessar pela area metafórica além da periferia do lugar psicológico "meu proprio umbigo".
Tem aquelas pessoas que marcam sua vida, marcam o seu corpo , marcam seus pensamentos e você cada vez implora para que lhe marquem mais!
Uma pessoa, e apenas uma, marca sua pele, seus lábios, sua alma numa graciosa dança da emoção humana e florescem rupturas em tudo oque você é, essa pessoa consegue, você percebe, te ver por inteiro, no mais profundo estremecer de suas entranhas...
Esse relacionamento te exige algo, sim!
Exige apenas que você o marque assim como te marca...
E isso, você vem a aprender, é um pouco do que se chama amor!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Hoje é feriado!

"O novo governo decretou que agora quando a meteorologia der a previsão de chuva forte é feriado no Rio de Janeiro."
Sim, já que é 'feriado' quando neva em outros lugares, aqui tem que ser quando chove. Quando esse calor infernal é substituído por uma chuva interminável que deixa o trânsito um caos e derruba contenções de túneis!
Tá bom, a notícia é totalmente devaneio, mas bem que podia pelo menos ser ponto facultativo, vai?
Não é justo crianças irem andando na chuva pro colégio (eu sei que o injusto mesmo são as que vão km a pé todos os dias em condições terríveis e sem ter o que comer, ou as que nem a escola vão). Cada pai tem uma regra, os legais relevam e os filhos ficam em casa enquanto os mais cri-cris fazem questão que os infelizes peguem chuva e não percam o valioso dia de aula!
O pior é quando tem prova marcada. Não adianta enrolação, churumelas nem dor de barriga, é chuva na certa e prova no mau humor. O passeio é cancelado, mesmo todo mundo preferindo ir na piscina com chuva e tudo, mas a prova nãão!! Por que isso?? Tem que haver justiça nesse mundo!
E trabalhar? Se você é professor (inspetor, cantineiro, diretor, faxineiro, pedagogo) lida com metade da turma, duplamente desinteressada. Se você é médico (secretária também) lida com a sala de espera vazia e espaços enormes entre pacientes mais desesperados que enfrentaram a chuva.
Além disso, ninguém sai com uma chuva horrorosa pra ir comprar besteiras no shopping ou comer em restaurantes. O comércio gasta com contas sem entrar lucro suficiente.
Ou seja, um dia nulo. Coisas como entega em casa e quaisquer serviços de conserto estariam proibidos, bem como serviços domésticos. Sim, se vire com alguns copos e uma panela de brigadeiro. Afinal, vai passar a tarde inteira lendo ou assistindo aqueles DVDs guardados...
Bem que podia ser feriado mesmo, né?
Bem que um candidato poderia ter prometido isso! Eu que prefiro feriado em dia de chuva do que maconha legalizada!, votaria nele.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Torna-te quem tu és!

Tornar-se quem é não é só descobrir quem você é, nem aperfeiçoar quem é, é mais que isso.
Tornar-se quem você é é seguir os seus planos, a sua vontade, a sua liberdade. É não viver desejos de outros, expectativas de outros.
Tornar-se quem você é é um pouco de Clarice Lispector, é encher seu coração com "a pior vontade de viver". A pior vontade é a vontade de parar tudo, a vontade de começar de novo. A pior vontade é a vontade de estudar História da Arte quando seu pai quer que estude Direito.
A pior vontade bate, grita, esperneia. E nós só nos tornamos quem somos quando ouvimos. Quando vivemos o que queremos viver, vivemos com vontade. Quando preferimos pegar 3 ônibus e fazer algo que complete a andar 15 minutos para fazer algo que não acrescente nada, a não ser tédio e cansaço mental. Quando paramos de lamentar e agimos.
Se formar nisso não vai te fazer feliz? Tranca a faculdade e tenta de novo! Você prefere italiano a espanhol? Então muda de curso logo! Seu pai gosta de verde e você de lilás? Compra tudo lilás e dane-se ele. Dane-se quem seja, senão quem se dana é você.
Se você no final do dia parar pra pensar que detestou e faria tudo diferente, pode ter o dia seguinte. Se você com 87 anos perceber que não gostou nem um pouco da sua vida, que foi uma boa filha, uma boa esposa, uma boa mãe, uma boa avó, mas disso não tirou realização, você não pode fazer os 87 anos de novo. E quem nos garante que temos a vida que vem? E quais serão as condições dela? E se essa nossa vida se repetir infinitamente? Você gostaria de repetir essa vida eternamente? Ou vai ser um sofrimento sem fim? Se for um sofrimento, vambora, vamos mudar! Está tudo aqui na frente, ao alcance das mãos. A liberdade não é uma ilusão maior que a verdade, ambas estão a nosso serviço...
Pegue a sua pior vontade e transforme na sua melhor, na sua maior vontade!
Seja ela qual for, seja ela diferente da aceitação da família e da sociedade. Seja ela um 'quarto e sala' com realização pessoal ao invés de uma cobertura com realização profissional e suicídio induzido do eu.
Quebre regras, invente novas, se reinvente, se descubra, não diga 'eu nunca', se respeite, leia mais livros, assista mais peças e filmes, ouça mais músicas, conheça mais artistas, converse com mais crianças e velhinhos, aprenda com seus pais. Você é criança, vai ser pai e velhinho também.. E o que nunca enche é a cachola! Se realize, do jeito que for!
E, seguindo o clichê publicitário da moda, inove! Aproveite o novo ano, o novo mês, a nova semana, o novo dia, as próximas horas. Inove. Seja feliz.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

O que é a felicidade?

Voltando do médico e ainda dormindo (ainda nem eram onze da manhã), fui assaltada por uma garota loira bem bonita que perguntava a todos que passavam, e prestavam atenção as pequenas coisas, "O que é felicidade?".
O que ela me roubou? A cara emburrada de sono e de sol. Mas me deu mais do que me roubou, eu admito!
Fiquei com muita vontade de tira-la daquela porta suja e traze-la para minha porta vermelha, mas tal coisa seria de um egoísmo que não me cabe antes das duas da tarde.
Os segundos que gastei parando e pensando em leva-la comigo foram substituídos pelo sorriso e pelo pensamento de 'ok, vou deixa-la aí porque isso também é felicidade'.
Tá, o que? O que é essa meta quase inalcançável para muitos?
Pra mim felicidade é uma coisa do cotidiano, assim como e muito melhor do que escovar os dentes. Tudo que te arranque aquele sorriso despreocupado, tudo que te faça pensar que ainda temos chance nesse mundo, tudo que te lembre que nada está perdido. Isso é felicidade.
E um abraço é felicidade.
E um 'oi' é felicidade.
E um 'estive no Acre e lembrei de você' é felicidade.
E uma ligação inesperada é felicidade.
E uma panela de brigadeiro é felicidade.
E um filme bonito é felicidade.
E rir com os amigos é felicidade.
E rir sozinho é felicidade.
E uma música que se canta junto é felicidade.
E atingir um objetivo é felicidade.
E um irmão pulando em cima de você quando chega de viagem é felicidade.
E uma criança dizer que te ama é felicidade.
E um 'eu te amo' verdadeiro sempre é felicidade.
E um beijo é felicidade.
E conseguir instalar o msn depois de um mês é felicidade!

O que você quiser que seja felicidade se torna a sua felicidade. não existe uma fórmula, não existe um mantra, não existe uma verdade. A maior felicidade que você vai encontrar é a que você quiser encontrar...

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Te amo porque te amo.


Capítulo 1 – O começo dos começos

Foi numa segunda de verão que a vi pela primeira vez...” em 1994. Fevereiro, jardim III, 4 aninhos de idade pra cada uma. Fernanda (até então só Fernanda, sem nenhum carinho especial nem inespecial) era só mais uma criança estranha e cabeçuda da adorável turminha da tia Mônica.

O nosso primeiro diálogo foi mais ou menos assim:
F – Oi.
B – Oi?
F – Qual é o seu nome?
B – Ana Beatriz, por que?
F - Nada ué, o meu é Fernanda.

B – Ah.

F – Você quer ser minha amiga?

B – Sei lá. (olhei bem a figura) Tá, pode ser.

F – Legal, somos amigas então.
B – Uhum.
F – Passa o recreio comigo?

B – É, né mula. Nós não somos amigas?
F – Uhul.

E fomos fazer nossa pintura a dedo.


O nosso segundo diálogo, que eu me lembre, foi mais ou menos assim:

F – Oi amiga.
B – Oi.

F – Você viu o jogo de volei ontem de noite?

B - ?! Não... Tava brincando de Barbie.

F – Barbie? Eca, você gosta disso?
B – Claro! Adoro! Mas você brinca de que?
F – De jogar volei.
B – Uhm.

F – Joga volei hoje comigo no recreio?

B – Pode ser. Se você não jogar a bola em mim.

F – Uhul.


E fomos fazer nosso recorte e colagem.

N.A.: O amor nasce inesperadamente.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Já é Nataal..!


Outra vez já estamos no Natal, dois passos de um novo ano.
As luzes coloridas e piscantes pela cidade e as musiquinhas nas propagandas e nos celulares dão um ar de alegria e nos enchem de sentimentos e pensamentos agradáveis.
Mas menos de 10 dias em mais de 360 não parece um número muito tímido? Sim, e é.
Os mais otimistas dizem que é alguma coisa, pelo menos uma prova de que ainda temos salvação. Os mais pessimistas dizem que é uma hipocrisia sem tamanho você fingir que se importou durante todos esses meses dando um presente pra filha do porteiro.
Não importa. É claro que existe salvação, que embaixo de toda essa correria e essa impressão de invisibilidade e impessoalidade ainda está tudo que vale a pena. Não é regra, mas sempre existe a exceção. E também não é nenhuma exceção.
Tudo vai acabar bem (ou não, talvez eu seja uma eterna sonhadora).
Por isso respire fundo e sorria enquanto come sua rabanada pesada de gorduras, porque semana que vem a gente faz muitos planos, pula algumas ondinhas e começa tudo de novo.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Sorte de hoje: A estrada para o verdadeiro amor sempre tem obstáculos

O que seria um amor verdadeiro?
O que seria o amor?
Quando se sabe que se ama alguem?
O amor mais verdadeiro é aquele de mãe (de família), de alma, de vida. O amor dado de graça, sem perceber. O amor incondicional. O único que nunca acaba.
O amigo quando se não mudaria nada, quando a grosseria passa despercebida, quando é o primeiro número discado pra contar aquela novidade ou derramar lágrimas aflitas, é um grande amor, um grande apoio.
Mas as cobranças desgastam cada pedacinho desse amor. Ele é frágil. Ele não resiste a portas batidas e telefones desligados. Ele não renasce no café da manhã seguinte como se nada tivesse acontecido. Ele acaba.
E o amor enamorado... É o mais difícil de enumerar características, o mais complexo de se saber como começou e quando simplesmente deixou de existir, o mais frágil e fugaz. Ele é frágil como as taças de cristal que ganharam no casamento, fugaz como aquele coelhinho que deixou vocês dois pra trás, entre risos e abraços, naquele hotel onde passaram a lua de mel. E não existe volta para esse amor, não existe solução para o fim. Ele (e vocês) podem ter superado obstáculos terríveis e depois acabar deixando um buraco no lugar, trazendo alívio ou não fazendo mais nenhuma diferença.
Os amores quando acabam, aquele amigo que sumiu ou aquele ex que você esqueceu, não fazem as alegrias vividas serem menores nem a importância daquela presença ser diminuida. Acabam como acaba a caixa de bombons. É chato, mas ainda lembramos do gosto bom. Guardamos um papel ou outro, dobradinho no fundo daquela gaveta pra acharmos enquanto procuramos aquele comprovante da faculdade, mas a caixa em si já está em algum lixão (ou deveria estar sendo reciclada), o gosto do bombom não está mais na língua. E ainda assim quando pegamos aquele papelzinho colorido e amassado abrimos um sorriso e suspiramos. Foi bom, afinal.

E sempre podemos comprar outra caixa e começar tudo de novo.