Eu não vivi pra contar, mas tenho certeza que qualquer um que se entenda por gente deve procurar informações, fatos, fotos, reportagens, vídeo, documentários sobre aquela dita tão dura que foi a nossa ditadura.
Engraçado que vim pensando sobre o que achei do livro do Gabeira (e em coisas que ouvi sobre o autor, sobre a obra e sobre a minha vontade de ler; e em respostas que poderia dar aos autores desses comentários) e eis encontro a seguinte matéria estampada no meu 'MSN Hoje': "Temer recebe manifesto contra 'Lei da Mordaça'". O título não me deixou hesitar no clique. E o primeiro parágrafo da reportagem me deixou, no mínimo, chocada:
"Entidades de classe do Judiciário e do Ministério Público (MP) entregaram hoje ao presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), manifesto contra o projeto de lei nº 265/07, conhecido como "Lei da Mordaça". A proposta, de autoria do deputado federal Paulo Maluf (PP-SP), autoriza a condenação de autores de ações públicas e populares quando for reconhecida pela Justiça intenção de promoção pessoal, má-fé ou perseguição política. Ele também penaliza os responsáveis pela ação com multa equivalente a dez vezes o valor dos custos processuais gastos pelos acusados, além de prever condenação de até 10 meses de prisão aos autores.".
Completa!
Como "má-fé" e perseguição política???? E a li-ber-da-de de expressão??? E o direito de expôr sua opinião?? O próximo passo que o ilustríssimo sr. Maluf irá propôr será o que? "Prisão de qualquer um pego atrapalhando a ordem está liberada" ou "Qualquer mídia que fizer oposição maldosa ao Governo deverá ser multada e seus responsáveis presos" e aí a manchete da vez, enquanto restarem as mídias alternativas, será "Libertado recentemente de uma cadeia, Fulano conta que sofreu tortura"!
Aonde vamos parar? Agora vamos regredir todos os passos dados em direção a uma sociedade um pouquinho mais justa?? E toda a luta que aquela geração de jovens dos nossos pais e tios aguentaram contra o governo autoritário, contra a ditadura, a favor da preservação da liberdade de expressão e do respeito aos direitos humanos??
Por isso digo a você que prefere ler Gossip Girl ou algum livro sobre o Che ao invés de sentar e dar uma olhada no que o Gabeira tem a dizer...
Não importa de que lado ele lutava, a bandeira de qual partido ele levantava. Não importa se ele mudou por vezes de partido até hoje, não importa se ele se drogava ou se seus atos algumas vezes beiravam a rebeldia desnecessária. O que importa é que ele lutou. O que importa é que ele mostrou a sua insatisfação. O que importa é que ele sofreu nas prisões e quase morreu algumas vezes.
Se você acredita que Jesus morreu pra nós estarmos aqui, ele morreu também para que aqueles jovens pudessem lutar.
Então acredite também que toda a geração que foi presa, torturada, que levou pedrada, que viveu anos em exílio, acredite que por eles estamos aqui. Que por eles eu posso escrever tudo o que eu quiser e eu ou você podemos publicar nossa opinião!!! Mágico, né?
É História. História com letra maiúscula e com os meus agradecimentos.
quarta-feira, 17 de junho de 2009
segunda-feira, 15 de junho de 2009
A melhor maneira de prever o futuro é inventar
Então eu quero inventar castelos, felicidade, amor e tranquilidade. Filhos inteligentes, carros importados e apartamentos duplex.
Invento tudo que eu quero com lápis de cor no papel reciclável, porque mesmo inventando a gente tem que levar em conta o presente que não podemos trocar na loja!
Invento tudo que eu quero com lápis de cor no papel reciclável, porque mesmo inventando a gente tem que levar em conta o presente que não podemos trocar na loja!
Cabelos de um preto inescrupoloso...
Acalme-se cartilha! Cabelos de cor preta, é disso que eu falo... Uma bela dupla interpretação, por sinal...
Talvez se eu encontrasse em alguma farmácia essa cor tão especial de tintura minha vida não estivesse assim tão sem literatura. Foi só pra rimar, na verdade...
Ninguém escreve sobre o que não conhece, mas nem todo texto precisa ser autobiográfico. É uma questão de equilíbrio.
Escrevo melhor sobre o que eu conheço mais, mas isso não me impede de escrever sobre qualquer coisa que eu queira. O que me impede é a cor do meu cabelo, de um marrom não mais natural, com um preto desbotado e nuances de um vermelho adolescente.
E embora centelhas apareçam constantemente, não dou continuidade. Não treino mais. Se eu fosse musicista estaria desafinada.
Por favor!!!! Me tragam um professor de criatividade, meus textos estão fora do tom!
E se você esbarrar com um Wellaton Preto Inescrupuloso, me mande uma mensagem.
Talvez se eu encontrasse em alguma farmácia essa cor tão especial de tintura minha vida não estivesse assim tão sem literatura. Foi só pra rimar, na verdade...
Ninguém escreve sobre o que não conhece, mas nem todo texto precisa ser autobiográfico. É uma questão de equilíbrio.
Escrevo melhor sobre o que eu conheço mais, mas isso não me impede de escrever sobre qualquer coisa que eu queira. O que me impede é a cor do meu cabelo, de um marrom não mais natural, com um preto desbotado e nuances de um vermelho adolescente.
E embora centelhas apareçam constantemente, não dou continuidade. Não treino mais. Se eu fosse musicista estaria desafinada.
Por favor!!!! Me tragam um professor de criatividade, meus textos estão fora do tom!
E se você esbarrar com um Wellaton Preto Inescrupuloso, me mande uma mensagem.
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Ame como se nunca tivesse sido magoado...
Amar é.... Uma declaração...
É o que? Você já amou? Ham? Hein? Já disse "eu te amo" por falar? Hein? Ham?
Amar é como a literatura ou uma ideologia.
Isso mesmo, me isento, joga a bola pra frente.
Não posso definir amar, mas também não posso viver sem amar.
O que quer que seja que me faça esse bem, que me faça me importar tanto com uma pessoa, que me faça sorrir tantas vezes ao dia ao me lembrar de momentos.
Acho tudo lindo, não consigo desgrudar, espero o próximo fim de semana como criança em véspera de Natal. Ele é o meu presente.
O dia dos namorados não é só pra isso, não é pra dizer amanhã 'eu te amo' como quem diz 'Feliz Páscoa' com um ovo das Lojas Americanas na mão. Você tem que sentir o 'eu te amo', você tem que falar 'eu te amo' porque nada mais que você possa falar vai descrever tão bem o que você sente. É isso, você ama.
Eu amo mais do que o presente de amanhã. Amo mais do que escolher na loja, ir em outra porque está em falta, amo mais do que a carinha dele ao abrir.
Amo todos os dias antes de hoje, antes de amanhã e depois ainda mais.
Amo ver no msn, amo as mensagens bobas, amo as ligações inesperadas, amo o barulhinho do interfone.
Amo a cara de sono quando eu chego da faculdade, amo o abraço depois de tanto tempo e depois de dois segundos.
Amo quando não entende meus presentes, amo quando ama meus emails, amo quando gosta mais de outro tipo de presente, amo quando diz que me ama mais que tudo.
Amo quando me chama de sua, amo quando me coloca no colo, amo quando beija minha testa, amo como me apresenta aos amigos, amo quando me trata quando ninguém vê e como me trata quando estamos em grupo.
Amo quando ele fica me olhando a duas polegadas do meu nariz, amo ficar envergonhada por isso e amo o sorriso que ele me abre por isso. Amo as musiquinhas, amo os 'yeah', mesmo que pra implicar comigo. Amo a animação no telefone e amo jogar na cara o desânimo também.
Amo seus carinhos, amo seus mimos, amo seus estresses repentinos com algo supertrivial. Amo as desculpas logo depois das brigas, amo os beijinhos, amo o carinho com o pé.
Amo os planos, amo as discussões, amo as acusações, amo as risadas. Amo ovos mexidos, amo o franguinho com miojo, amo os doces, amo os corações de chocolates.
Amo tanto Vans quanto All Star. Amo também os Adidas.
Amo, amo, amo, amo.
Amo você, meu velhinho.
É o que? Você já amou? Ham? Hein? Já disse "eu te amo" por falar? Hein? Ham?
Amar é como a literatura ou uma ideologia.
Isso mesmo, me isento, joga a bola pra frente.
Não posso definir amar, mas também não posso viver sem amar.
O que quer que seja que me faça esse bem, que me faça me importar tanto com uma pessoa, que me faça sorrir tantas vezes ao dia ao me lembrar de momentos.
Acho tudo lindo, não consigo desgrudar, espero o próximo fim de semana como criança em véspera de Natal. Ele é o meu presente.
O dia dos namorados não é só pra isso, não é pra dizer amanhã 'eu te amo' como quem diz 'Feliz Páscoa' com um ovo das Lojas Americanas na mão. Você tem que sentir o 'eu te amo', você tem que falar 'eu te amo' porque nada mais que você possa falar vai descrever tão bem o que você sente. É isso, você ama.
Eu amo mais do que o presente de amanhã. Amo mais do que escolher na loja, ir em outra porque está em falta, amo mais do que a carinha dele ao abrir.
Amo todos os dias antes de hoje, antes de amanhã e depois ainda mais.
Amo ver no msn, amo as mensagens bobas, amo as ligações inesperadas, amo o barulhinho do interfone.
Amo a cara de sono quando eu chego da faculdade, amo o abraço depois de tanto tempo e depois de dois segundos.
Amo quando não entende meus presentes, amo quando ama meus emails, amo quando gosta mais de outro tipo de presente, amo quando diz que me ama mais que tudo.
Amo quando me chama de sua, amo quando me coloca no colo, amo quando beija minha testa, amo como me apresenta aos amigos, amo quando me trata quando ninguém vê e como me trata quando estamos em grupo.
Amo quando ele fica me olhando a duas polegadas do meu nariz, amo ficar envergonhada por isso e amo o sorriso que ele me abre por isso. Amo as musiquinhas, amo os 'yeah', mesmo que pra implicar comigo. Amo a animação no telefone e amo jogar na cara o desânimo também.
Amo seus carinhos, amo seus mimos, amo seus estresses repentinos com algo supertrivial. Amo as desculpas logo depois das brigas, amo os beijinhos, amo o carinho com o pé.
Amo os planos, amo as discussões, amo as acusações, amo as risadas. Amo ovos mexidos, amo o franguinho com miojo, amo os doces, amo os corações de chocolates.
Amo tanto Vans quanto All Star. Amo também os Adidas.
Amo, amo, amo, amo.
Amo você, meu velhinho.
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Revolucionemos o mundo com a literatura!
"O autor está vivo enquanto é lido".
Essa afirmação me causou uma crise existencial monstruosa. Eu, euzinha aqui, estou quase morta? Estou tendo uma sobrevida?? Eu estou como aquele décimo quinto copo de cerveja. Meio cheio ou meio vazio? Meio viva ou meio morta? Shakespeare está vivo! Quem sabe eu não chamo o nobre cavalheiro para tomar um milk-shake mais tarde? (pegaram?)
Quase desisti de escrever, quase deletei meu blog. Auto-suicídio, como dizem por aí. Virtual. Me rendeu 3 sessões de terapia.
Não larguei de mão porque não me sinto morta sendo lida ocasionalmente por amigos entre o trabalho de Literatura Brasileira 37 ou a prova de "higiene bucal". Me sinto viva porque gosto do que escrevo, porque mesmo que ninguém leia, eu leio. Eu leio, me critico, me corrijo, edito o post.
Me sinto viva porque escrever me faz um bem tremendo. Inclusive lançarei qualquer hora dessas o projeto "Troque as drogas por um blog"... O efeito é bem parecido... Uma certa dependência, uma autocrítica, uma alegria enorme correndo após o post enviado.
É. Eu posso não chamar o nada para tomar um choppinho, Paulie... Mas se você quiser ir comigo a gente debate sobre literatura e essas coisas da vida e da imaginação!
Essa afirmação me causou uma crise existencial monstruosa. Eu, euzinha aqui, estou quase morta? Estou tendo uma sobrevida?? Eu estou como aquele décimo quinto copo de cerveja. Meio cheio ou meio vazio? Meio viva ou meio morta? Shakespeare está vivo! Quem sabe eu não chamo o nobre cavalheiro para tomar um milk-shake mais tarde? (pegaram?)
Quase desisti de escrever, quase deletei meu blog. Auto-suicídio, como dizem por aí. Virtual. Me rendeu 3 sessões de terapia.
Não larguei de mão porque não me sinto morta sendo lida ocasionalmente por amigos entre o trabalho de Literatura Brasileira 37 ou a prova de "higiene bucal". Me sinto viva porque gosto do que escrevo, porque mesmo que ninguém leia, eu leio. Eu leio, me critico, me corrijo, edito o post.

Me sinto viva porque escrever me faz um bem tremendo. Inclusive lançarei qualquer hora dessas o projeto "Troque as drogas por um blog"... O efeito é bem parecido... Uma certa dependência, uma autocrítica, uma alegria enorme correndo após o post enviado.
É. Eu posso não chamar o nada para tomar um choppinho, Paulie... Mas se você quiser ir comigo a gente debate sobre literatura e essas coisas da vida e da imaginação!
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Prático, normal....
Aonde está escondida a genialiadade?
Reelaboro a minha pergunta. Existe a genialidade?
Aquela centelha na escuridão do cotidiano. Falas escritas e faladas, até cantadas, que nos arrancam um sorriso imediato. Aquela sensação de invejinha criativa "Por que não eu?".
Eu ouvi que não existe uma genialidade, ouvi que não existe um dom literário. Que Drummond e Machado eram pessoas como eu, você ou a moça da banca de jornal que fala 'Praza'.
Eu ouvi que a vida é assim, que as coisas são assim. Que a gente se enche do trabalho, mas trabalha; que a gente não gosta do que fazemos na faculdade, mas estudamos.
Ouvi dizer que é normal ser medíocre. Ouvi dizer que é prático deixar de se importar. Ouvi dizer que é prático e normal nos agarramos à carne do coelhinho, fugir das perigosas pontas de seus finos pêlos.
Mas também ouvi outras coisas. Ouvi que vale a pena, ouvi que ser normal está fora de moda.
Ouvi dizer que um gênio dizia por aí "tenho o maior medo dessa coisa de ser normal".
Ouvi dizer que Machado é um exemplo até hoje. Ouvi dizer que poesia não tem lógica, não é normal.
Ouvi dizer que a genialidade é aquela nata que bóia no medíocre leite.
Ouvi dizer que não se pode deixar que o medo nos tire tudo o que desejamos desejar. Tudo o que sabemos que podemos alcançar. Não podemos descer da ponta dos fios só porque lá venta muito e podemos cair. Temos medo de cair, temos medo de sermos chamados de malucos por quem já está lá confortável na ilusão quentinha do corpo do coelhinho.
Ouvi dizer que rirão de nós. Ouvi dizer que acharão tudo isso desnecessário.
Mas ainda concordo com quem me disse que ainda vale a pena lutar por essa maluquice. Lutar para fugir dessa normalidade comprada.
E você, se for normal, pode até me chamar de maluco ou sonhadora. Mas eu não sou a única.
Reelaboro a minha pergunta. Existe a genialidade?
Aquela centelha na escuridão do cotidiano. Falas escritas e faladas, até cantadas, que nos arrancam um sorriso imediato. Aquela sensação de invejinha criativa "Por que não eu?".
Eu ouvi que não existe uma genialidade, ouvi que não existe um dom literário. Que Drummond e Machado eram pessoas como eu, você ou a moça da banca de jornal que fala 'Praza'.
Eu ouvi que a vida é assim, que as coisas são assim. Que a gente se enche do trabalho, mas trabalha; que a gente não gosta do que fazemos na faculdade, mas estudamos.
Ouvi dizer que é normal ser medíocre. Ouvi dizer que é prático deixar de se importar. Ouvi dizer que é prático e normal nos agarramos à carne do coelhinho, fugir das perigosas pontas de seus finos pêlos.
Mas também ouvi outras coisas. Ouvi que vale a pena, ouvi que ser normal está fora de moda.
Ouvi dizer que um gênio dizia por aí "tenho o maior medo dessa coisa de ser normal".
Ouvi dizer que Machado é um exemplo até hoje. Ouvi dizer que poesia não tem lógica, não é normal.
Ouvi dizer que a genialidade é aquela nata que bóia no medíocre leite.
Ouvi dizer que não se pode deixar que o medo nos tire tudo o que desejamos desejar. Tudo o que sabemos que podemos alcançar. Não podemos descer da ponta dos fios só porque lá venta muito e podemos cair. Temos medo de cair, temos medo de sermos chamados de malucos por quem já está lá confortável na ilusão quentinha do corpo do coelhinho.Ouvi dizer que rirão de nós. Ouvi dizer que acharão tudo isso desnecessário.
Mas ainda concordo com quem me disse que ainda vale a pena lutar por essa maluquice. Lutar para fugir dessa normalidade comprada.
E você, se for normal, pode até me chamar de maluco ou sonhadora. Mas eu não sou a única.
terça-feira, 10 de março de 2009
time after time
Tantas músicas marcaram uma pessoa... Quantas músicas foram cantadas juntas em desafino quase ensaiado? Quantas vezes você sorriu ao ouvir essas músicas? Quantas pessoas perceberam que você sorri quando canta uma música que adora? Uma...
Essa pessoa deve então ter algo de especial.
O que mais ela repara? Que você está mentindo descaradamente, que você está mentindo disfarçadamente, que você está mentindo até pra você.
Essa pessoa deve então ter algo de especial. Mas ela não percebe a grande mentira da festa surpresa. Não percebe porque você se desdobrou em mentiras e desculpas esfarrapadas. Não percebe porque você mente por uma boa causa, ela merece. Ela, por ser assim, tão especial.
O que mais ela sabe? Que você gosta mais do biscoito de queijo do que o de presunto, que você prefere o refrigerante de laranja ao de uva, que você chorou em tais filmes, que você adora aqueles livros. Ela também sabe de todas as vezes que você chorou até dormir -você ligou pra ela em algumas dessas noites, ela também sabe de todas as vezes que você tomou um porre, sabe que você torce pra tal time, prefere tal esporte e detesta aquele, aquele que ela adora. E nem parecem ligar pra isso. Você também vai lá e torce por ela e fica feliz quando ela vence e fica feliz porque ela está feliz.
É, realmente ela deve ter algo de especial.
Não por saber de todas essas coisas, não por ter uma paciência infindável, não por isso nem por aquilo. Ela é especial porque ela repara e ela se importa. Sofre quando você sofre, fala uma besteria mesmo sabendo que não é um momento propício, fica do seu lado, ouve você chorar e faz de tudo pra que você sorria de novo. E ria muito. E ri com você. E depois ri de você.
E essa pessoa especial te ama. Mesmo com seus terríveis defeitos. E com suas crises existenciais quase semanais. E com suas manhãs rabugentas e seus foras seguidos de desculpas.
E você também a ama. E agradece a quem tiver que agradecer por ter a sorte de ter uma amiga assim.
Uma perninha, que te segura e equilibra. E não te deixa ser um saci! :)
Já passamos, em duas décadas, 15 anos de vai e vem. Agora que amadurecemos a relação, vamos ainda nos divertir em muitas décadas.
Feliz Aniversário, minha amiga. Feliz Aniversário, minha Fernanda.
Essa pessoa deve então ter algo de especial.
O que mais ela repara? Que você está mentindo descaradamente, que você está mentindo disfarçadamente, que você está mentindo até pra você.
Essa pessoa deve então ter algo de especial. Mas ela não percebe a grande mentira da festa surpresa. Não percebe porque você se desdobrou em mentiras e desculpas esfarrapadas. Não percebe porque você mente por uma boa causa, ela merece. Ela, por ser assim, tão especial.
O que mais ela sabe? Que você gosta mais do biscoito de queijo do que o de presunto, que você prefere o refrigerante de laranja ao de uva, que você chorou em tais filmes, que você adora aqueles livros. Ela também sabe de todas as vezes que você chorou até dormir -você ligou pra ela em algumas dessas noites, ela também sabe de todas as vezes que você tomou um porre, sabe que você torce pra tal time, prefere tal esporte e detesta aquele, aquele que ela adora. E nem parecem ligar pra isso. Você também vai lá e torce por ela e fica feliz quando ela vence e fica feliz porque ela está feliz.
É, realmente ela deve ter algo de especial.
Não por saber de todas essas coisas, não por ter uma paciência infindável, não por isso nem por aquilo. Ela é especial porque ela repara e ela se importa. Sofre quando você sofre, fala uma besteria mesmo sabendo que não é um momento propício, fica do seu lado, ouve você chorar e faz de tudo pra que você sorria de novo. E ria muito. E ri com você. E depois ri de você.
E essa pessoa especial te ama. Mesmo com seus terríveis defeitos. E com suas crises existenciais quase semanais. E com suas manhãs rabugentas e seus foras seguidos de desculpas.
E você também a ama. E agradece a quem tiver que agradecer por ter a sorte de ter uma amiga assim.
Uma perninha, que te segura e equilibra. E não te deixa ser um saci! :)
Já passamos, em duas décadas, 15 anos de vai e vem. Agora que amadurecemos a relação, vamos ainda nos divertir em muitas décadas.
Feliz Aniversário, minha amiga. Feliz Aniversário, minha Fernanda.
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