domingo, 17 de outubro de 2010

Curly

Eu passei meus últimos sete ou oito anos tentando me definir. No caminho houveram enormes mudanças e mudanças só perceptíveis a quem tem acesso irrestrito a toda essa maravilha e loucura. Grande karma de alguns sortudos.
Cansei de tentar me definir. Doida sempre foi um clichê feio (e, não se enganem, só curto os clichês bacanas) e roubar de uma música é jogo sujo!
Mas será que roubar de uma fala de seriado vale? Bom, uma vez que o autor roubou de um filme, não vejo problema. Afinal, ladrão que rouba ladrão.... =)
Eu sou curly e acabei de descobrir isso com a Carrie. Em meio a lágrimas, mas com satisfação.
Estou tendo um dia completamente tpm, de cabo a rabo. Exceto pelo fato de que ainda faltam uns cinco comprimidos na cartela...
Então, entre risos e princípios de choro, a vejo levar o maior soco na boca do estômago que poderia haver... O maldito Big é um grande babaca de novo!
Mas o que acontece? Ela sai pra beber com as melhores amigas e acaba se vendo como a personagem de um filme. E como a personagem, vai até a porta do casamento do desgraçado.
Mas nãão, quem paga de trouxa é a nova esposa e o cara fica com cara de besta olhando ela ir embora toda rebolativa com seus cabelos voando que nem comercial de shampoo.
Enfim, enfim, enfim, ao se comparar com a personagem do filme que está sendo descrita, ela segura o cabelo e grita "cuuurlyyy"...
O resto da definição? Alguem um pouco neurótico demais, um pouco complicado demais, um pouco instável demais, um pouco impresível demais. Alguém capaz de escrever um pouco e demais várias vezes na mesma frase.
E o que ela diz pro infeliz antes de virar e sair toda linda? "Você nunca entendeu..." com direito a tapinhas quase humilhantes no cantinho do rosto.
Ele nunca entendeu. E nunca vi ninguém entender também.
Mas aprecio muito todas as tentativas!
E quer saber?
Ninguém precisa entender e ninguém precisa ser entendido! Um gesto simples acaba com qualquer princípio de abismo e compreender é a palavra chave.
Um brinde aos namorados que sabem conjugar esse verbo e preparar um miojo delicioso! #tintin

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Videocassete

Não sinto falta do videocassete, embora sempre tenha adorado rebobinar. Adorava, sério. Era um passatempo infantil.
Adorei o lançamento do DVD quando cansei de rebobinar pra assistir de novo. A modernidade é um pouco difícil para alguém antigo como eu, mas depois que me apego é pra sempre.
O DVD foi um marco na minha vida pela forma como melhorou a quantidade de opções em videolocadoras - acho linda essa palavra: "videolocadora".
Sempre fui uma maníaca por locação de filmes. Passava horas e horas passeando pra lá e pra cá e odiava quando a ÚNICA fita cassete estava alugada. Por isso meu fascínio pelo fininho e barato DVD.
As opções sempre me deixam angustiada e feliz. Aquela felicidade sadomasoquista que aperta o intestino quando temos que escolher qual dos dois sapatos levar ou o corte de cabelo.
Quase não curto baixar filmes. A falta que andar pela videolocadora me faz é impagável. Sempre que vejo uma, sinto vontade de entrar. Não entro porque sei que vou levar mais de um filme e cada um é um verdadeiro roubo! Então baixo mesmo. Para ter grana pra gastar em sapatos e ainda por cima não precisar sair na chuva pra não pagar multa por atraso na devolução dos sete filmes que aluguei pro fim de semana e, claro, não vi nem três.
E sempre falo demais.
Ponto final.

manhã de carnaval

Hoje queria ouvir um sambinha. Meu espírito pedia isso.
E recebi Manhã de Carnaval.

Então.

Minha vida tá meio assim tipo uma manhã. Assim, confusa, como quem acabou de acordar. Mas com o frescor do ar geladinho de um novo dia. Com o sol nascendo e a disposição quentinha da cama se transformando em sorriso.
Estou feliz e estou transbordando isso fisicamente.
Me sinto bem e tranquila, mesmo quando a dor de estômago me lembra que o mundo adulto tá me sacudindo.

Reparo agora nas pequenas belezas. Em todas elas. E teimo em acreditar que estou me tornando uma pessoa melhor. Ou ao menos não-tão-ruim.

Meu verbo ainda continua sendo o querer, mas o crescer, o amar, o viver e o sorrir estão ganhando espaço.

E um beijo para a beleza única e inexplicável das manhãs. Adoro manhãs e manhas, claro. Sou apaixonada por manhãs, mas ainda gostaria de poder gravá-las e assistir mais tarde ;) Não estou tão adulta e disciplinada assim.

The New Adventures of Old Bia

O mundo está aqui no meu copo. Eu queria bebê-lo como Coca-cola, gritava por isso. E aqui está.
Não consigo beber. Tô com medo da ressaca.
Bebi alguns golinhos daqueles de sentir só o gostinho no canto da língua. Um pequeno de cada vez. E o copo ainda não está nem longe de quase transbordar.
Frase confusa. Pensamento confuso. Momento confuso.
Uso cadarços coloridos no meu all star, mas tenho que me portar como gente grande. Responsabilidades, carreira, sucesso, fracasso.
E o copo treme um pouco na minha mão. Não posso apoiá-lo em lugar nenhum, ele é meu. único e intransferível. Como a senha.
A dor no estômago continua e eu vivo a base de chocolates. Incrivelmente perdi uns quilinhos mesmo assim. Pra você ver o drama dessa minha coca-não-sei-se-cola-ou-não no meu copo. Queria que ao menos o copo fosse da Disney, isso me deixaria mais confortável.
Calma, menina! Calma, senhora! Tira esse all star com cadarço parada-gay e coloca logo as sapatilhas e o crachá... Porque o dia está só começando e esse copo ainda está bem cheio e suado.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Poesia

Não se animem, não é minha. Só mesmo pra registrar que aprecio [e até invejo um pouquinho por não poder fazer as minhas - inveja boa]

Some stories don't have
a clear beginning, middle,
and end. Life is about not
knowing, having to chance,
taking the moment and making
the best of it, without knowing
what's going to happen next.
Delicious ambiguity.

- Gilda Radner

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Cães e babies

Você conhece uma pessoa. Bate um papo maneiro. Solta "ai, detesto crianças". O que acontece? Nada grandioso.
Dependendo do seu interlocutor, você pode ouvir algumas coisas tipo: "Ah, são tão fofinhas" ou "Isso é porque você não tem contato direto com nenhuma"...
Eu, particularmente, amo crianças. É ver um baby na rua e sorrir. Sério, é mecânico.
Para comparar com a situação apresentada acima, tenta um dia comentar levianamente que você não é uma adoradora de cães. Não, não tente. Conselho de amiga.
Qualquer interlocutor pira ouvindo essas palavras e você corre o risco de ser chicoteado e/ou apedrejado em praça pública. Isso sem falar dos cuspes.
Você pode comer criancinhas no café da manhã, desde que seja ao lado do seu cãozinho super bem-tratado.
NÃO, EU NÃO ODEIOS CÃES E NUNCA FARIA NADA DE MAU A NENHUM DELES, OK?
Só não gosto de ser lambida e mordiscada e roçada (certo, exceções a parte #DercyGonçalvesFeelings).... Tenho medo do seu bichinho fofo me estranhar e me morder, mas tenho pavor dele me adorar e me lamber!
Acho fofo, acho válido, mas não quero que ele pule em mim. Não quero ficar com cheiro de cachorro ou pelos por toda a minha roupa nova (nem velha).
Respeite a minha loucura por babies que eu respeito a sua pelos cachorrinhos.
E a gente vive feliz assim, tá?
Beijomeliga.