Querida Rita,
Como vai você? Assim como eu, uma pessoa comum, uma ovelha negra.
Ouvindo você dizer que não quer luxo nem lixo, estive pensando...
Eu quero luxo sim! Quero o luxo em diversas horas da minha doce vida, na minha canoa furada.
Quero andar de carro com ar-condicionado ligado no calor infernal do Rio de Janeiro, quero me encher de sacola no shopping, quero sentar calmamente numa terça a tarde e me deliciar fazendo unhas e cabelos no salão. Quero andar de salto, quero ser estrela de cinema. Afinal, I'm a Rolling Stone.
Mas também quero o lixo! Quero o pé descalço no chão, quero o frangão da padaria. Quero todo mundo num carro de janelas abertas; suando e rindo. Quero tirar fotos em lugares públicos e rir alto no cinema.
Quero tudo da vida. De um extremo ao outro, passando muito pelo meio.
E sobre o papo de ser imortal, minha cara Rita, você vai me desculpar, mas eu discordo totalmente.
Que Deus me abençoe e me leve assim que eu passar a última vez o dedo na cobertura do bolo. Não quero ser imortal nem na lembrança!
Acredito que aqui você discorde comigo pois você será, como os grandes. Você estará sempre na playlist de alguém e então, aí, estará a sua imortalidade.
Mas não eu. Essa morte não é pra mim. Quero uma morte tranquila. Quero que as pessoas me amem e depois vivam como se eu fosse apenas um sorriso.
Acho que é esse meu plano de vida e morte.
Ah, já ia me esquecendo do ponto em que eu concordo com você plenamente, em gênero, número, grau, planeta, galáxia! O ponto crucial da vida, a cereja do sundae.
O que eu quero mesmo é saúde pra gozar no final! [Sempre]
Beijos e vibe positiva,
Bia.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
sábado, 29 de janeiro de 2011
intraduzível

Saudade. Não se deixa de traduzir 'saudade' para outros idiomas por falta de vontade, não. Não se traduz porque é realmente um trabalho hercúleo, ou melhor, divino.
Por isso nem sei se esse bichinho mexendo dentro do meu peito é saudade. Se for, é saudade de Araras, saudade da coruja da árvore da praia. Saudade das viagens a Paris, dos beijos de cinema na carruagem.
Saudade de ir correndo atrasada pro colégio e da emoção da primeira tatuagem.
Se for saudade é saudade dos bailes no castelo e do sol na beira da piscina. Saudade do monte de roupas de Barbie e do cheiro de calor do amante latino.
Se for saudade mesmo é saudade de cantar na beira do palco dos Beatles e correr pelos montes até os Ventos Uivantes.
Se for saudade é saudade de tudo que vivi, pessoalmente ou não.
Se for saudade, que fique por aqui me fazendo companhia quando ninguém mais fizer.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Sapatilha na janela do quintal
Botei minha sapatilha velhinha na janela do quintal!
Pra que? Pra ver se Papai Noel se comove e me presenteia com a as doze sapatilhas da Alice Disse (www.alicedisse.com).
Como assim as doze sapatilhas da Alice Disse? Calma, Papai Noel não enlouqueceu! haha, A Mirna Ferraz (criadora da marca Alice Disse) que resolveu brindar as suas fãs com esta promoção: 365 de sapatilhas Alice Disse!!
Quer saber do que se trata e COMO participar dessa maravilha?

Você que ainda não viu as lindas sapatilhas e, mais ainda, você que não conhece essa lindeza de loja, confere no site ;)
E se Papai Noel não colaborar comigo (mesmo eu tendo sido uma ótima menina esse ano), você que ganhar pode bem me dar ao menos a sapatilha do mês de abril de presente de aniversário \o/
Beijos, boa sorte e feliz Natal!
Pra que? Pra ver se Papai Noel se comove e me presenteia com a as doze sapatilhas da Alice Disse (www.alicedisse.com).
Como assim as doze sapatilhas da Alice Disse? Calma, Papai Noel não enlouqueceu! haha, A Mirna Ferraz (criadora da marca Alice Disse) que resolveu brindar as suas fãs com esta promoção: 365 de sapatilhas Alice Disse!!
Quer saber do que se trata e COMO participar dessa maravilha?

Você que ainda não viu as lindas sapatilhas e, mais ainda, você que não conhece essa lindeza de loja, confere no site ;)
E se Papai Noel não colaborar comigo (mesmo eu tendo sido uma ótima menina esse ano), você que ganhar pode bem me dar ao menos a sapatilha do mês de abril de presente de aniversário \o/
Beijos, boa sorte e feliz Natal!
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Plagiar é viver
Plágio em clima de final de ano. Coisa linda, já é Natal na..., tudo enfeitado, presentes e promessas.
Li em alguma revista de mulherzinha uns textinhos sobre fim de ano.
O que você queria em dez minutos, dez meses e dez anos?
Bom, aí vou eu...
Em dez minutinhos eu queria me sentir completamente relaxada (e sem NENHUMA das minhas dores de estimação que não estimo em nada) e pronta para um soninho revitalizante até amanhã!
E gostaria que esse tipo de sono fosse maioria durante os dias da semana, para que daqui a dez meses eu pudesse estar vaaaaaaaaarios (abafa) quilos mais magra, com meu quarto decorado completamente a meu gosto e comemorando três anos de namoro, com vinhozinho, num barco (não vale a barca Rio-Niterói).
Esse sono revitalizante seria fundamental também para todos os meus próximos passos em direção ao meu futuro feliz. Daqui a dez anos eu quero estar na MINHA casa, com meu amorzinho e planejamento a produção de um baby.
Ok, agora saindo do egoísmo e seguindo as senhoras da revista. Em dez minutos, queria que nenhuma criança morresse por causas anaturais. Em dez meses, gostaria que o Rio de Janeiro estivesse realmente em paz e todas as crianças tivessem direito a colégio e a população a emprego com salário digno e saúde e transporte grátis de qualidade!
Logo, como uma coisa leva a outra, em dez anos essa onda já terá se espalhado e todo tipo de crise organizacional e administrativa estará controlada pelo governo responsável.
Bom dezembro! Aproveite cada minuto dessa época mágica em que luzinhas brilham pra você =)
Li em alguma revista de mulherzinha uns textinhos sobre fim de ano.
O que você queria em dez minutos, dez meses e dez anos?
Bom, aí vou eu...
Em dez minutinhos eu queria me sentir completamente relaxada (e sem NENHUMA das minhas dores de estimação que não estimo em nada) e pronta para um soninho revitalizante até amanhã!
E gostaria que esse tipo de sono fosse maioria durante os dias da semana, para que daqui a dez meses eu pudesse estar vaaaaaaaaarios (abafa) quilos mais magra, com meu quarto decorado completamente a meu gosto e comemorando três anos de namoro, com vinhozinho, num barco (não vale a barca Rio-Niterói).
Esse sono revitalizante seria fundamental também para todos os meus próximos passos em direção ao meu futuro feliz. Daqui a dez anos eu quero estar na MINHA casa, com meu amorzinho e planejamento a produção de um baby.
Ok, agora saindo do egoísmo e seguindo as senhoras da revista. Em dez minutos, queria que nenhuma criança morresse por causas anaturais. Em dez meses, gostaria que o Rio de Janeiro estivesse realmente em paz e todas as crianças tivessem direito a colégio e a população a emprego com salário digno e saúde e transporte grátis de qualidade!
Logo, como uma coisa leva a outra, em dez anos essa onda já terá se espalhado e todo tipo de crise organizacional e administrativa estará controlada pelo governo responsável.
Bom dezembro! Aproveite cada minuto dessa época mágica em que luzinhas brilham pra você =)
terça-feira, 16 de novembro de 2010
O poeta está vivo
Enquanto bebia os dois dedos de água para engolir o remédio controlado, Ligia pensava naquela música do Cazuza que sempre achou se encaixar em seu amor.
Lembrou que não lembrava de jamais ter sentido sabor de fruta mordida enquanto esteve com ele, mas algumas vezes já ficaram na rede sobrevivendo de beijos.
Pensou nas sessões de terapia e conseguiu ver que realmente eram o pão para o outro, tamanha a necessidade daquele relacionamento. Um pão estragado que deu dor de barriga, mas ainda um pão.
Ligia foi deitar novamente e colocou a tv no 'mudo'. Afinal, ouvir um sotaque italiano tragi-cômico não ia ajudá-la a analisar sua música-relacionamento.
Resolveu então cantarolar a música para não perder nenhum tópico de comparação.
"Pelo inferno e céu de todo dia... praaa poesia que a gente não vive...." (!) Inferno e céu, céu, inferno, inferno, inferno, céu. Era realmente um relacionamento de montanha-russa... Bipolar! Não era ela então, a bipolar! Era o amor!!
E a poesia... Putz, o Cazuza era foda! Era tanta poesia falsa naquele amor que o que eles viviam não estava nem perto de ser uma poesia ou mesmo qualquer coisa bonita ou qualquer coisa que o valha!
Caramba, saquei...!
Parou para ver a propaganda que tanto gostava e se pegou cantarolando de novo....
"E o corpo inteiro como um furacão.... boca, nuca, mão e a sua mente nãããão...." Céus! Ela teve um estalo tão alto que talvez o vizinho tenha ouvido... Se não achasse muito abuso teria ligado para a psicóloga e contado que era exatamente aquilo: eles tinham todo o amor que havia, com muita boca, nuca e mão, mas sem nenhuma mente envolvida! Nada de profundidade ou sobriedade.
Bom, de qualquer jeito sorriu. A próxima sessão ia render dentro daquela horinha.
E gargalhou. O remédio da alegria tinha acabado de fazer efeito.
Lembrou que não lembrava de jamais ter sentido sabor de fruta mordida enquanto esteve com ele, mas algumas vezes já ficaram na rede sobrevivendo de beijos.
Pensou nas sessões de terapia e conseguiu ver que realmente eram o pão para o outro, tamanha a necessidade daquele relacionamento. Um pão estragado que deu dor de barriga, mas ainda um pão.
Ligia foi deitar novamente e colocou a tv no 'mudo'. Afinal, ouvir um sotaque italiano tragi-cômico não ia ajudá-la a analisar sua música-relacionamento.
Resolveu então cantarolar a música para não perder nenhum tópico de comparação.
"Pelo inferno e céu de todo dia... praaa poesia que a gente não vive...." (!) Inferno e céu, céu, inferno, inferno, inferno, céu. Era realmente um relacionamento de montanha-russa... Bipolar! Não era ela então, a bipolar! Era o amor!!
E a poesia... Putz, o Cazuza era foda! Era tanta poesia falsa naquele amor que o que eles viviam não estava nem perto de ser uma poesia ou mesmo qualquer coisa bonita ou qualquer coisa que o valha!
Caramba, saquei...!
Parou para ver a propaganda que tanto gostava e se pegou cantarolando de novo....
"E o corpo inteiro como um furacão.... boca, nuca, mão e a sua mente nãããão...." Céus! Ela teve um estalo tão alto que talvez o vizinho tenha ouvido... Se não achasse muito abuso teria ligado para a psicóloga e contado que era exatamente aquilo: eles tinham todo o amor que havia, com muita boca, nuca e mão, mas sem nenhuma mente envolvida! Nada de profundidade ou sobriedade.
Bom, de qualquer jeito sorriu. A próxima sessão ia render dentro daquela horinha.
E gargalhou. O remédio da alegria tinha acabado de fazer efeito.
O amor em tempos de cólera
Depois que inventaram a desculpa ninguém mais morreu!?
Morreu sim, vó! E agora morrem mais e mais pessoas. Mesmo que seja apenas por dentro ou para alguem.
O que está acontecendo? Ninguém reparou que o mundo está ao contrário? (E a frase da Cássia também).
Hoje em dia uma janela aberta no ônibus em dia de frio é motivo para tiro. Você também acha pouco? Pois tem coisa maior até por motivo menor.
Não sei o que acontece, está todo mundo muito de orelha em pé, muito na última gota. As pessoas ofendem por qualquer coisa e se ofendem por pouca coisa.
Aonde foi parar a máxima "falem o que quiserem, eu não ligo"? Por favooor, a adotem!
A única pessoa que pode te julgar, e isso importar, é você mesmo!
Pai, mãe, vó, tio, importam sim! Mas se, no final, eles ainda continuarem julgando alguma coisa em você, tá na hora de mandar o "aham, Claudia!".
Ninguém pode se meter, pode te dizer o que fazer ou não, com quem andar, que música ouvir. Ainda mais se você já paga suas contas e usa camisinha.
Ponto.
Pessoas, amem a si mesmas! Se valorizem e corram atrás do que achem certo! O que o resto do mundo vai achar disso não é problema seu!
Ame, mas SE ame! E aí, as outras pessoas só terão mais um trabalho depois de julgar... O de engolir!
Morreu sim, vó! E agora morrem mais e mais pessoas. Mesmo que seja apenas por dentro ou para alguem.
O que está acontecendo? Ninguém reparou que o mundo está ao contrário? (E a frase da Cássia também).
Hoje em dia uma janela aberta no ônibus em dia de frio é motivo para tiro. Você também acha pouco? Pois tem coisa maior até por motivo menor.
Não sei o que acontece, está todo mundo muito de orelha em pé, muito na última gota. As pessoas ofendem por qualquer coisa e se ofendem por pouca coisa.
Aonde foi parar a máxima "falem o que quiserem, eu não ligo"? Por favooor, a adotem!
A única pessoa que pode te julgar, e isso importar, é você mesmo!
Pai, mãe, vó, tio, importam sim! Mas se, no final, eles ainda continuarem julgando alguma coisa em você, tá na hora de mandar o "aham, Claudia!".
Ninguém pode se meter, pode te dizer o que fazer ou não, com quem andar, que música ouvir. Ainda mais se você já paga suas contas e usa camisinha.
Ponto.
Pessoas, amem a si mesmas! Se valorizem e corram atrás do que achem certo! O que o resto do mundo vai achar disso não é problema seu!
Ame, mas SE ame! E aí, as outras pessoas só terão mais um trabalho depois de julgar... O de engolir!
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Universo
Rio de Janeiro, 04 de novembro de 2010
Veja bem meu bem,
Não quero parecer egoísta ou egocêntrica (demais), mas, querida, não deixe de ir por falta de adeus. Já sofri perdas mais dolorosas, você sabe disso. E estou aqui, ainda, pimpona.
Já doeu antes, quando você caiu fora a primeira vez. Agora não existem mais laços, pode ir. Sem se preocupar, sério. Leve com você minhas inseguranças adolescentes e um pouco da minha fé nas pessoas também.
Preciso que você vá, pois com você aqui o caminho é mais difícil. Agora quem diz tchau sou eu.
Choro pelo tempo e o sentimento jogados fora ao tentar novamente, mas assim ninguém pode dizer que não tive paciência ou não lutei por nós.
Acreditei em você, te dei mais chances, relevei ataques de perereca louca. Cansei.
Pode ir, vá. Siga seu caminho, aprenda a andar sozinha. Ame, caia, chore, ria, seja feliz, ou não, mas não grite em socorro. Algo me diz que estarei dançando Strokes nessa hora e não ouvirei.
Cansei do melodrama, cansei da necessidade estranha.
Leve com você as memórias boas e tudo que aprendemos.
Deixe por aqui apenas o amor no ar e minha felicidade estampada em sorriso.
Foi bom enquanto durou.
Até um esbarrão casual na rua,
da, antigamente, sua
.......
Veja bem meu bem,
Não quero parecer egoísta ou egocêntrica (demais), mas, querida, não deixe de ir por falta de adeus. Já sofri perdas mais dolorosas, você sabe disso. E estou aqui, ainda, pimpona.
Já doeu antes, quando você caiu fora a primeira vez. Agora não existem mais laços, pode ir. Sem se preocupar, sério. Leve com você minhas inseguranças adolescentes e um pouco da minha fé nas pessoas também.
Preciso que você vá, pois com você aqui o caminho é mais difícil. Agora quem diz tchau sou eu.
Choro pelo tempo e o sentimento jogados fora ao tentar novamente, mas assim ninguém pode dizer que não tive paciência ou não lutei por nós.
Acreditei em você, te dei mais chances, relevei ataques de perereca louca. Cansei.
Pode ir, vá. Siga seu caminho, aprenda a andar sozinha. Ame, caia, chore, ria, seja feliz, ou não, mas não grite em socorro. Algo me diz que estarei dançando Strokes nessa hora e não ouvirei.
Cansei do melodrama, cansei da necessidade estranha.
Leve com você as memórias boas e tudo que aprendemos.
Deixe por aqui apenas o amor no ar e minha felicidade estampada em sorriso.
Foi bom enquanto durou.
Até um esbarrão casual na rua,
da, antigamente, sua
.......
Assinar:
Comentários (Atom)