segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Sapatilha na janela do quintal

Botei minha sapatilha velhinha na janela do quintal!
Pra que? Pra ver se Papai Noel se comove e me presenteia com a as doze sapatilhas da Alice Disse (www.alicedisse.com).
Como assim as doze sapatilhas da Alice Disse? Calma, Papai Noel não enlouqueceu! haha, A Mirna Ferraz (criadora da marca Alice Disse) que resolveu brindar as suas fãs com esta promoção: 365 de sapatilhas Alice Disse!!
Quer saber do que se trata e COMO participar dessa maravilha?

Você que ainda não viu as lindas sapatilhas e, mais ainda, você que não conhece essa lindeza de loja, confere no site ;)
E se Papai Noel não colaborar comigo (mesmo eu tendo sido uma ótima menina esse ano), você que ganhar pode bem me dar ao menos a sapatilha do mês de abril de presente de aniversário \o/
Beijos, boa sorte e feliz Natal!

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Plagiar é viver

Plágio em clima de final de ano. Coisa linda, já é Natal na..., tudo enfeitado, presentes e promessas.
Li em alguma revista de mulherzinha uns textinhos sobre fim de ano.
O que você queria em dez minutos, dez meses e dez anos?
Bom, aí vou eu...

Em dez minutinhos eu queria me sentir completamente relaxada (e sem NENHUMA das minhas dores de estimação que não estimo em nada) e pronta para um soninho revitalizante até amanhã!
E gostaria que esse tipo de sono fosse maioria durante os dias da semana, para que daqui a dez meses eu pudesse estar vaaaaaaaaarios (abafa) quilos mais magra, com meu quarto decorado completamente a meu gosto e comemorando três anos de namoro, com vinhozinho, num barco (não vale a barca Rio-Niterói).
Esse sono revitalizante seria fundamental também para todos os meus próximos passos em direção ao meu futuro feliz. Daqui a dez anos eu quero estar na MINHA casa, com meu amorzinho e planejamento a produção de um baby.

Ok, agora saindo do egoísmo e seguindo as senhoras da revista. Em dez minutos, queria que nenhuma criança morresse por causas anaturais. Em dez meses, gostaria que o Rio de Janeiro estivesse realmente em paz e todas as crianças tivessem direito a colégio e a população a emprego com salário digno e saúde e transporte grátis de qualidade!
Logo, como uma coisa leva a outra, em dez anos essa onda já terá se espalhado e todo tipo de crise organizacional e administrativa estará controlada pelo governo responsável.

Bom dezembro! Aproveite cada minuto dessa época mágica em que luzinhas brilham pra você =)

terça-feira, 16 de novembro de 2010

O poeta está vivo

Enquanto bebia os dois dedos de água para engolir o remédio controlado, Ligia pensava naquela música do Cazuza que sempre achou se encaixar em seu amor.
Lembrou que não lembrava de jamais ter sentido sabor de fruta mordida enquanto esteve com ele, mas algumas vezes já ficaram na rede sobrevivendo de beijos.
Pensou nas sessões de terapia e conseguiu ver que realmente eram o pão para o outro, tamanha a necessidade daquele relacionamento. Um pão estragado que deu dor de barriga, mas ainda um pão.
Ligia foi deitar novamente e colocou a tv no 'mudo'. Afinal, ouvir um sotaque italiano tragi-cômico não ia ajudá-la a analisar sua música-relacionamento.
Resolveu então cantarolar a música para não perder nenhum tópico de comparação.
"Pelo inferno e céu de todo dia... praaa poesia que a gente não vive...." (!) Inferno e céu, céu, inferno, inferno, inferno, céu. Era realmente um relacionamento de montanha-russa... Bipolar! Não era ela então, a bipolar! Era o amor!!
E a poesia... Putz, o Cazuza era foda! Era tanta poesia falsa naquele amor que o que eles viviam não estava nem perto de ser uma poesia ou mesmo qualquer coisa bonita ou qualquer coisa que o valha!
Caramba, saquei...!
Parou para ver a propaganda que tanto gostava e se pegou cantarolando de novo....
"E o corpo inteiro como um furacão.... boca, nuca, mão e a sua mente nãããão...." Céus! Ela teve um estalo tão alto que talvez o vizinho tenha ouvido... Se não achasse muito abuso teria ligado para a psicóloga e contado que era exatamente aquilo: eles tinham todo o amor que havia, com muita boca, nuca e mão, mas sem nenhuma mente envolvida! Nada de profundidade ou sobriedade.
Bom, de qualquer jeito sorriu. A próxima sessão ia render dentro daquela horinha.
E gargalhou. O remédio da alegria tinha acabado de fazer efeito.

O amor em tempos de cólera

Depois que inventaram a desculpa ninguém mais morreu!?
Morreu sim, vó! E agora morrem mais e mais pessoas. Mesmo que seja apenas por dentro ou para alguem.
O que está acontecendo? Ninguém reparou que o mundo está ao contrário? (E a frase da Cássia também).
Hoje em dia uma janela aberta no ônibus em dia de frio é motivo para tiro. Você também acha pouco? Pois tem coisa maior até por motivo menor.
Não sei o que acontece, está todo mundo muito de orelha em pé, muito na última gota. As pessoas ofendem por qualquer coisa e se ofendem por pouca coisa.
Aonde foi parar a máxima "falem o que quiserem, eu não ligo"? Por favooor, a adotem!
A única pessoa que pode te julgar, e isso importar, é você mesmo!
Pai, mãe, vó, tio, importam sim! Mas se, no final, eles ainda continuarem julgando alguma coisa em você, tá na hora de mandar o "aham, Claudia!".
Ninguém pode se meter, pode te dizer o que fazer ou não, com quem andar, que música ouvir. Ainda mais se você já paga suas contas e usa camisinha.
Ponto.
Pessoas, amem a si mesmas! Se valorizem e corram atrás do que achem certo! O que o resto do mundo vai achar disso não é problema seu!
Ame, mas SE ame! E aí, as outras pessoas só terão mais um trabalho depois de julgar... O de engolir!

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Universo

Rio de Janeiro, 04 de novembro de 2010

Veja bem meu bem,
Não quero parecer egoísta ou egocêntrica (demais), mas, querida, não deixe de ir por falta de adeus. Já sofri perdas mais dolorosas, você sabe disso. E estou aqui, ainda, pimpona.
Já doeu antes, quando você caiu fora a primeira vez. Agora não existem mais laços, pode ir. Sem se preocupar, sério. Leve com você minhas inseguranças adolescentes e um pouco da minha fé nas pessoas também.
Preciso que você vá, pois com você aqui o caminho é mais difícil. Agora quem diz tchau sou eu.
Choro pelo tempo e o sentimento jogados fora ao tentar novamente, mas assim ninguém pode dizer que não tive paciência ou não lutei por nós.
Acreditei em você, te dei mais chances, relevei ataques de perereca louca. Cansei.
Pode ir, vá. Siga seu caminho, aprenda a andar sozinha. Ame, caia, chore, ria, seja feliz, ou não, mas não grite em socorro. Algo me diz que estarei dançando Strokes nessa hora e não ouvirei.
Cansei do melodrama, cansei da necessidade estranha.
Leve com você as memórias boas e tudo que aprendemos.
Deixe por aqui apenas o amor no ar e minha felicidade estampada em sorriso.
Foi bom enquanto durou.
Até um esbarrão casual na rua,
da, antigamente, sua
.......

domingo, 17 de outubro de 2010

Curly

Eu passei meus últimos sete ou oito anos tentando me definir. No caminho houveram enormes mudanças e mudanças só perceptíveis a quem tem acesso irrestrito a toda essa maravilha e loucura. Grande karma de alguns sortudos.
Cansei de tentar me definir. Doida sempre foi um clichê feio (e, não se enganem, só curto os clichês bacanas) e roubar de uma música é jogo sujo!
Mas será que roubar de uma fala de seriado vale? Bom, uma vez que o autor roubou de um filme, não vejo problema. Afinal, ladrão que rouba ladrão.... =)
Eu sou curly e acabei de descobrir isso com a Carrie. Em meio a lágrimas, mas com satisfação.
Estou tendo um dia completamente tpm, de cabo a rabo. Exceto pelo fato de que ainda faltam uns cinco comprimidos na cartela...
Então, entre risos e princípios de choro, a vejo levar o maior soco na boca do estômago que poderia haver... O maldito Big é um grande babaca de novo!
Mas o que acontece? Ela sai pra beber com as melhores amigas e acaba se vendo como a personagem de um filme. E como a personagem, vai até a porta do casamento do desgraçado.
Mas nãão, quem paga de trouxa é a nova esposa e o cara fica com cara de besta olhando ela ir embora toda rebolativa com seus cabelos voando que nem comercial de shampoo.
Enfim, enfim, enfim, ao se comparar com a personagem do filme que está sendo descrita, ela segura o cabelo e grita "cuuurlyyy"...
O resto da definição? Alguem um pouco neurótico demais, um pouco complicado demais, um pouco instável demais, um pouco impresível demais. Alguém capaz de escrever um pouco e demais várias vezes na mesma frase.
E o que ela diz pro infeliz antes de virar e sair toda linda? "Você nunca entendeu..." com direito a tapinhas quase humilhantes no cantinho do rosto.
Ele nunca entendeu. E nunca vi ninguém entender também.
Mas aprecio muito todas as tentativas!
E quer saber?
Ninguém precisa entender e ninguém precisa ser entendido! Um gesto simples acaba com qualquer princípio de abismo e compreender é a palavra chave.
Um brinde aos namorados que sabem conjugar esse verbo e preparar um miojo delicioso! #tintin

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Videocassete

Não sinto falta do videocassete, embora sempre tenha adorado rebobinar. Adorava, sério. Era um passatempo infantil.
Adorei o lançamento do DVD quando cansei de rebobinar pra assistir de novo. A modernidade é um pouco difícil para alguém antigo como eu, mas depois que me apego é pra sempre.
O DVD foi um marco na minha vida pela forma como melhorou a quantidade de opções em videolocadoras - acho linda essa palavra: "videolocadora".
Sempre fui uma maníaca por locação de filmes. Passava horas e horas passeando pra lá e pra cá e odiava quando a ÚNICA fita cassete estava alugada. Por isso meu fascínio pelo fininho e barato DVD.
As opções sempre me deixam angustiada e feliz. Aquela felicidade sadomasoquista que aperta o intestino quando temos que escolher qual dos dois sapatos levar ou o corte de cabelo.
Quase não curto baixar filmes. A falta que andar pela videolocadora me faz é impagável. Sempre que vejo uma, sinto vontade de entrar. Não entro porque sei que vou levar mais de um filme e cada um é um verdadeiro roubo! Então baixo mesmo. Para ter grana pra gastar em sapatos e ainda por cima não precisar sair na chuva pra não pagar multa por atraso na devolução dos sete filmes que aluguei pro fim de semana e, claro, não vi nem três.
E sempre falo demais.
Ponto final.